13/06/2018 às 11h51

Visando proteger abelhas, FMA suspende produção de neem indiano no Viveiro Municipal

imageViveiro Municipal suspenderá produção de mudas de neem a partir de 2019

Viveiro Municipal suspenderá produção de mudas de neem a partir de 2019

Fotógrafo: Luciana Pires

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Rogério Franco

 

 

 

 

Os meliponicultores e amantes das abelhas nativas sem ferrão da região de Palmas podem comemorar uma boa notícia: a partir de 2019, o Viveiro Municipal não irá mais produzir mudas da espécie neem indiano (Azadirachta indica) para serem doadas à comunidade. Estudos ainda em andamento pelo Núcleo de Pesquisas da Universidade Federal do Tocantins (UFT) apontam que o pólen da planta pode ser tóxico para as espécies polinizadoras nativas.

 

 

A espécie exótica foi introduzida no Brasil em meados da década de 80 devido à sua potencialidade como inseticida no combate de mosquitos transmissores de doenças. Após a sua distribuição e plantio em diversas áreas pelo país, criadores de abelhas sem ferrão perceberam que a toxina expelida pela planta pode chegar, com o tempo, a exterminar toda a colônia das abelhas que visitarem a planta.

 

 

A medida da FMA atendeu a apelos de criadores locais e servidores da própria fundação, que se embasam na experiência de quem cria e convive diariamente com estes insetos. “Apesar de ainda não dispormos de estudos científicos acerca do tema, estamos apoiando a reivindicação dos criadores. A produção do viveiro continuará, apenas iremos substituir esta espécie por outra favorável à nossa fauna”, considerou a presidente da FMA, Luciana Cerqueira.

 

 

A notícia foi bem recebida no meio acadêmico. O professor doutor Waldesse Piragé de Oliveira Júnior, coordenador do Grupo de Pesquisas Biologia, Conservação e Manejo de Abelhas da Universidade Federal do Tocantins é o responsável pela instalação do meliponário do campus de Palmas da universidade. Ele afirma que “o neem tem se mostrado prejudicial às abelhas nativas. Enquanto aguardamos resultados conclusivos de pesquisas, esta medida preventiva é uma excelente notícia para as abelhas e todo o meio ambiente”, considera o pesquisador. O professor relata que está em andamento no campus da UFT em Palmas a substituição de aproximadamente 400 plantas da espécie neem por nativas.

 

 

Meliponicultura

 

 

A meliponicultura é a criação de abelhas nativas sem ferrão. Estes insetos, presentes em todos os biomas brasileiros, produzem um mel de qualidade superior ao das abelhas da espécie abelha europeia (Apis mellifera), que são exóticas, mas se adaptaram muito bem à região.

 

 

Apesar de pouco conhecida, a atividade vem crescendo devido ao valor diferenciado dos produtos da meliponicultura e, sobretudo, ao reconhecimento de sua importância para a manutenção e recuperação de espaços com cobertura vegetal.

 

 

 

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