30/10/2018 às 11h59

Com a conclusão de diagnóstico populacional, FMA providenciará plano de manejo de capivaras

imageAlém do Parque Cesamar, essas áreas são regiões às margens de córregos ou fragmentos de áreas de mata ciliar na Capital onde esses animais encontram fonte de alimento e recursos hídricos para viver e se reproduzir

Além do Parque Cesamar, essas áreas são regiões às margens de córregos ou fragmentos de áreas de mata ciliar na Capital onde esses animais encontram fonte de alimento e recursos hídricos para viver e se reproduzir

Fotógrafo: Luciana Pires

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imageCom o diagnóstico em mãos, a Fundação já se prepara para a abertura de procedimento licitatório para elaboração e execução de um plano de manejo das capivaras

Com o diagnóstico em mãos, a Fundação já se prepara para a abertura de procedimento licitatório para elaboração e execução de um plano de manejo das capivaras

Fotógrafo: Luciana Pires

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Juliana Matos

O diagnóstico de população de capivaras na Capital registrou a existência de 172 animais em Palmas. O estudo foi realizado por empresa contratada pela Fundação de Meio Ambiente de Palmas (FMA) com o intuito de identificar as condições desses animais, os locais de ocorrência e distribuição, se eles sofrem pressão de atividades ou ocupações humanas e se há necessidade de controle de doenças, entre outros aspectos.

 

 

O estudo foi realizado em 210 dias, entre as etapas de contagem e recontagem dos animais, e foram utilizadas tanto técnicas de observação direta dos animais, quanto imagens de câmeras instaladas em lugares estratégicos. Outra metodologia utilizada foi a marcação dos animais com tinta atóxica a fim de distinguir um grupo do outro, levantando assim dados precisos do quantitativo dos animais existentes nas áreas urbanas do município.

 

 

A área de estudo foi dividida em três regiões, Região Norte, Central e Sul, nas quais as 172 capivaras ocorrem em oito grupos distintos, sendo quatro grupos distribuídos em áreas na Região Norte (98 animais); três grupos habitando a Região Central (58 animais) e apenas um grupo na Região Sul (16 animais).

 

 

Além do Parque Cesamar, essas áreas são regiões às margens de córregos ou fragmentos de áreas de mata ciliar na Capital onde esses animais encontram fonte de alimento e recursos hídricos para viver e se reproduzir. O estudo permitiu a identificação da distribuição populacional e dos pontos de fuga ou abrigo desses animais que, em ocasiões pontuais, podem se deslocar das áreas verdes em que pastam.

 

 

Recomendações

 

 

O relatório final elaborado a partir deste estudo populacional de capivaras mostrou que há evidências de tendência de crescimento populacional dos animais que habitam o Parque Cesamar e que tal tendência exige a adoção de estratégias de manejo para controle populacional.

 

 

Segundo o diretor de Gestão Ambiental da FMA, Marcelo Grison, com o diagnóstico em mãos, a Fundação já se prepara para a abertura de procedimento licitatório para elaboração e execução de um plano de manejo das capivaras. “O diagnóstico populacional nos demonstrou que o Parque Cesamar já está próximo do seu limite para esses animais. Agora queremos as medidas que serão necessárias diante desse cenário. A proposta de monitoramento dentro do plano de manejo nos dirá se será necessário retirar parte destes animais do local, se será necessário adotar medidas de esterilização de fêmeas e machos reprodutivos ou outras medidas”, explica Grison.

 

 

Carrapato

 

 

O diagnóstico populacional identificou também necessidade de orientação da população que frequenta o Parque Cesamar e os moradores vizinhos às áreas de circulação dos grupos de animais para multiplicação de informação sobre prevenção do contato humano com as capivaras. A intenção é evitar o risco de contágio por carrapatos, parasitas que comumente encontrados na pelagem das capivaras, e que, se estiverem contaminados pela bactéria Rickettsia rickettsii, podem transmitir febre maculosa ao homem.

 

 

“A capivara é apenas uma espécie entre os hospedeiros do carrapato. Ele também pode ser encontrado em aves, cobras e entre outros vários mamíferos. Não temos histórico de transmissão dessa doença no Tocantins. No entanto, é necessário, sim, fazer um trabalho de prevenção diante da proximidade do homem com áreas em que esses animais circulam”, esclarece Grison.

 

 

Outras sugestões descritas no diagnóstico populacional apontam necessidade de sensibilização da população a respeito das áreas de circulação das capivaras. São elas:

 

- parceria com a rede pública de educação para formação de agentes multiplicadores e orientação de pais e alunos;

 

- parceria com a rede municipal de saúde para capacitação de profissionais e formação de grupos de trabalho para lidar com diagnóstico e tratamento de febre maculosa;

 

- instalação de placas com indicação de passagens de animais em locais onde as capivaras costumam transitar para alertar motoristas e prevenir atropelamentos e acidentes.

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