20/10/2017 às 15h25

Em Palmas, Conferência traz os números e os desafios da hanseníase no Brasil

imageO presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH), Marco Andrey Cipriani, falou sobre a realidade enfrentada na atenção secundária

O presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH), Marco Andrey Cipriani, falou sobre a realidade enfrentada na atenção secundária

Fotógrafo: Igor Flávio

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imageA coordenadora geral da Hanseníase e Doenças em Eliminação do Ministério da Saúde, Carmelita Ribeiro, chamou a atenção para a importância do diagnóstico em jovens

A coordenadora geral da Hanseníase e Doenças em Eliminação do Ministério da Saúde, Carmelita Ribeiro, chamou a atenção para a importância do diagnóstico em jovens

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imageA fisioterapeuta do Núcleo de Apoio à Saúde da Família do Território Xambioá, Camila Renovato, falou sobre como a rede municipal de saúde de Palmas se organizou para o enfrentamento da hanseníase

A fisioterapeuta do Núcleo de Apoio à Saúde da Família do Território Xambioá, Camila Renovato, falou sobre como a rede municipal de saúde de Palmas se organizou para o enfrentamento da hanseníase

Fotógrafo: Igor Flávio

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Redação Semus


Na manhã desta sexta-feira, 20, I Conferência Nacional Livre – Vigilância em Saúde com ênfase em Hanseníase contou com uma mesa redonda sobre “Desafios para o cuidado integrado em Hanseníase com contribuições ao protocolo de Assistência e Vigilância em Saúde”, na qual foram apresentados os números relativos à doença no País e ações que estão sendo implementadas para a sua erradicação. O evento acontece no auditório principal do Centro Universitário Luterano de Palmas (Ceulp|Ulbra) e é uma etapa preparatória para a I Conferência Nacional de Vigilância em Saúde que será realizada em Brasília, de 21 a 24 de novembro.

 

De acordo com a coordenadora geral da Hanseníase e Doenças em Eliminação do Ministério da Saúde, Carmelita Ribeiro, em 2016, um total de 2.885 municípios brasileiros diagnosticaram casos novos de hanseníase. Desses, Palmas, Fortaleza (CE), São Luís (MA) e Recife (PE) diagnosticaram acima de 400 casos novos.

 

A coordenadora chamou atenção para o diagnóstico em pacientes menores de 15 anos. Em 2016, 591 municípios apresentaram novos casos nessa faixa etária, sendo que Palmas, Fortaleza, Recife, Olinda e São Luís apresentaram mais de 30 casos em menores de 15 anos.

 

Num comparativo entre os anos de 2010 e 2016, houve uma evolução nos diagnósticos feitos pela Atenção Primária, saltando de 65% para 71%, o percentual de casos identificados. “Esse número devemos comemorar porque mostra que o diagnóstico está acontecendo no local onde a pessoa mora, lá na unidade de saúde de sua referência”, disse Carmelita, mostrando a queda de diagnóstico na atenção secundária (de 24% para 20%) e especializada hospitalar (11% para 9%).

 

Entre as estratégias adotadas pelo Ministério da Saúde para erradicação da doença está o diagnóstico precoce, alcançar taxas de casos novos para menos de um milhão, articular leis que visam o enfrentamento do estigma sofrido pelos pacientes. “O Ministério se organizou para atuar na eliminação da hanseníase, estabelecendo eixos de atuação com apoio, articulação e pesquisas para estabelecimento de novas diretrizes que resultem na erradicação”, ressaltou Carmelita, informando que para 2018 uma grande mobilização será feita no dia 31 de janeiro (Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase), além de campanhas nas escolas com foco no público de 5 a 14 anos. “Queremos também fortalecer as referências estaduais e municipais, viabilizar calçados para as pessoas com incapacidade nos pés ocasionada pela hanseníase, fazer um levantamento das incapacidades e promover reabilitação cirúrgica”, finalizou.

 

Desafios

 

O presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH), Marco Andrey Cipriani, falou sobre a realidade enfrentada na atenção secundária que se depara diariamente com pacientes com diagnóstico tardio e já incapacitados. “O diagnóstico da hanseníase não é tão simples. É preciso ter uma mudança no foco de abordagem, colocar também os sintomas neurológicos. A doença é originariamente nos nervos para depois ser de manifestação cutânea, e nesse período de incubação, que é longo de cinco a dez anos, os pacientes ficam se queixando de sinais e sintomas neurológicos como formigamentos, dormências, câimbras noturnas, que são importantes para o profissional já pensar em hanseníase”, ressaltou.

 

A fisioterapeuta do Núcleo de Apoio à Saúde da Família do Território Xambioá, Camila Renovato, falou sobre como a rede municipal de saúde de Palmas se organizou para o enfrentamento da hanseníase, incluindo a doença no Modelo de Atenção às Condições Crônicas (MACC). “Com o MACC é possível fazer a extratificação do paciente dentro de uma classificação de risco, estabelecendo uma linha de cuidados integrada na qual busca a solução dos problemas dentro da atenção primária, encaminhando para atenção secundária somente os casos que houver necessidade”, pontuou Camila, elencando como desafios, a falta de conhecimento sobre a doença por parte dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e melhoria na comunicação entre os territórios para uma busca mais eficiente e qualificada dos contatos dos pacientes (parentes que nem sempre moram na mesma região).

 

O secretário de Comunicação do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (Morhan) do Acre, Bill Souza, falou dos avanços das políticas públicas no controle social. “É importante que toda a sociedade se envolva nessa luta pelo fim do estigma dessas pessoas que tanto sofrem com a hanseníase e outras doenças também negligenciadas”, disse.

 

E ao final, o coordenador do Morhan em Palmas, Leomar Brigagão, apresentou os voluntários do movimento e estendeu o convite para os participantes que quisessem também ser voluntários do Morhan, sendo prontamente atendido.




Edição: Lorena Karlla 

 

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