06/03/2018 às 17h00

Saúde da Mulher: Saiba quais são os sintomas da TPM e como eles podem ser aliviados, trazendo mais qualidade de vida à mulher

imageA estudante de Nutrição, Myrella Lima, sofre com os sintomas da TPM

A estudante de Nutrição, Myrella Lima, sofre com os sintomas da TPM

Fotógrafo: Igor Flávio

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imageMédica Márcia Cristina explica os sintomas e condições da TPM

Médica Márcia Cristina explica os sintomas e condições da TPM

Fotógrafo: Igor Flavio

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Redação Semus


“Eu tento no período me afastar das pessoas, porque até para eu mesma é difícil me aguentar. Porque é uma coisa que eu não sei como diminuir, é um período muito difícil mesmo. E o que mais me incomoda é mudança repentina de humor. É muito forte e me incomoda, tem coisas que normalmente não iriam me irritar, mas no período coisas mínimas me incomodam e pra não brigar com as pessoas eu fico no meu canto e choro.” Esse é o relato da estudante de Nutrição, Myrella Lima, 22 anos, sobre os sintomas que costuma sentir uma semana antes da menstruação. Algo que não é exclusividade dela, mas da maioria das mulheres que sabe bem o que é Tensão pré-menstrual, a TPM.

 

E na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher - 8 março, o Núcleo de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde traz uma série em que abordará temas que contextualizam a saúde da mulher: TPM, Climatério, Menopausa e Sexualidade.

 

A médica ginecologista e sexóloga, Márcia Cristina Peres, explica que a TPM envolve alterações físicas, psicológicas e comportamentais que estão vinculadas a essa labilidade emocional (flutuação de humor) que a paciente apresenta.  “Tem a ver com o ciclo menstrual e quando a mulher menstrua esses sintomas costumam desaparecer”, explica a médica.

 

O alerta da profissional é para um agravante, o transtorno disfórico pré-menstrual. “A paciente tem uma série de sintomas onde ela tem alterações psiquiátricas, isso é classificado no DSM5 (Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais - elaborado pela Associação Americana de Psiquiatria) que é mais grave. Às vezes a paciente tem depressão, tem mal humor intenso, ela tem crise de choro, onde realmente tem um comprometimento e de um modo geral atrapalha a qualidade de vida da pessoa”, pontua.

 

A médica ressalta que a Medicina não sabe ao certo porque a TPM acontece, por isso, os profissionais combatem os mais de 50 sintomas para dar uma qualidade de vida melhor a essas mulheres. “Então se a paciente tem, por exemplo, mastalgia (dor na mama) no período menstrual, ela incha, a barriga fica distendida no período menstrual, às vezes você usa um diurético e ela melhora. Se é uma irritabilidade, depressão, alteração do humor, às vezes você usa um antidepressivo, que pode ser usado só no período pré-menstrual, e ela melhora. Então a gente ataca o sintoma”, reforça.

 

Suspender a menstruação pode ser uma alternativa, mas o ideal é o que profissional de saúde investigue bem os sintomas para intervir corretamente. “Toda vez que eu suspendo a menstruação, eu melhoro essa sintomatologia. Então se eu usar um método contraceptivo contínuo, fazer com que ela fique sem menstruar, em vez de menstruar 12 vezes no ano, menstruaria quatro vezes, isso é perfeitamente possível, faz uma diferença boa. O problema é que isso tem um caráter subjetivo, então para cada paciente, o organismo entende de uma determinada maneira, dificulta às vezes o tratamento. Então geralmente a gente faz um inventário da sintomatologia para poder atuar”, ressalta.

 

Exercícios e alimentação

 

 

Já o profissional de Educação Física, Lázaro Mariano, pontua quais as atividades físicas que podem ser feitas para amenizar os sintomas e também a alimentação adequada.

 

 

O profissional destaca que durante a TPM, os hormônios femininos estrogênio e progesterona oscilam muito, e para melhorar os sintomas é necessário liberar outros hormônios: dopamina, serotonina e endorfina. “A dopamina é um hormônio que aparece no nosso corpo quando a gente fica diante de desafios, então se desafiar é importante para liberar esse hormônio e aliviar os sintomas. A serotonina pode vir a ter no nosso corpo com o sol, a vitamina D influi na serotonina. Então pode fazer exercícios que nos desafiam e fazê-los à luz do sol. E por último, a endorfina, em qualquer exercício que você faz constantemente, ela é liberada”, explica Lázaro, recomendando atividades ao ar livre como corrida, ciclismo e natação.

 

 

Aliar atividade física a uma alimentação saudável é fundamental, lembra Lázaro. “Não tem como separar uma coisa da outra. Procurar se alimentar de forma saudável, alimentação rica em fibras, evitar comer muita carne, se bem que a proteína é bom para quem quer ganhar massa muscular por exemplo, mas a carne branca é uma opção nessa época, peixe que contém vários tipos de Ômega”, indica.

 

 

Ainda falando em alimentação, a médica Márcia Cristina lembra que fazer uma suplementação de magnésio e de vitamina B6 melhora na questão da ansiedade. E para diminuir a cefaleia pré-menstrual, o ideal é diminuir o uso das xantinas como coca-cola, chás, café, chocolate, entre outros.

 

 

 

 

(Edição e postagem: Lorena Karlla)

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