16/11/2018 às 15h07

Profissionais abordam desafios e novas abordagens para o diagnóstico preciso da hanseníase

imageO evento é uma realização da SBH e conta com o apoio da Prefeitura de Palmas por meio da Semus e da Fesp

O evento é uma realização da SBH e conta com o apoio da Prefeitura de Palmas por meio da Semus e da Fesp

Fotógrafo: Igor Flávio

Fechar
imageCongresso Brasileiro de Hansenologia segue até este sábado, 17, no Centro de Convenções Arnaud Rodrigues

Congresso Brasileiro de Hansenologia segue até este sábado, 17, no Centro de Convenções Arnaud Rodrigues

Fotógrafo: Igor Flávio

Fechar
imageEvento reúne profissionais de saúde comprometidos com o controle da hanseníase no Brasil

Evento reúne profissionais de saúde comprometidos com o controle da hanseníase no Brasil

Fotógrafo: Igor Flávio

Fechar
imageO hansenólogo Marco Andrey coordenou a mesa redonda sobre novas abordagens para o diagnóstico da hanseníase

O hansenólogo Marco Andrey coordenou a mesa redonda sobre novas abordagens para o diagnóstico da hanseníase

Fotógrafo: Igor Flávio

Fechar

Redação Semus

A epidemiologia, desafios e entraves operacionais no combate à hanseníase no Brasil e as novas abordagens para o diagnóstico foram alguns dos temas debatidos nas mesas redondas realizadas na manhã desta sexta, 16, segundo dia do 15º Congresso Brasileiro de Hansenologia que segue até este sábado, 17, no Centro de Convenções Arnaud Rodrigues, em Palmas.

 

De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH), Cláudio Salgado, o maior desafio continua sendo diagnóstico da doença que por algum tempo foi considerada extinta tendo inclusive sido retirada da grade curricular das universidades. “O principal entrave é que o sistema não está preparado para isso. Temos profissionais de saúde que estão trabalhando na estratégia de saúde da família que não estão preparados para fazer o diagnóstico, fato que constatamos sempre que se resolve fazer um trabalho diferenciado e que o número de casos aumenta muito”, ressaltou Salgado, citando Palmas como exemplo de enfrentamento à doença.

 

Salgado ressalta ainda que com o aumento do número de casos surgem outros desafios. “Ao capacitar os profissionais da atenção básica, você precisa ter referências para uma série de exames nesses pacientes, outros medicamentos para tratar esses pacientes se for o caso de mudar o medicamento. A referência precisa estar equipada, treinada e capacitada o suficiente para resolver essas situações que as unidades básicas não vão conseguir resolver quando começarem a surgir casos novos depois de um treinamento, por exemplo”, considera o presidente, lembrando que a SBH tem provocado gestores e universidades no sentido de colocar a hanseníase na grade curricular e na realização de programas de enfrentamento.

 

A dermatologista Lívia Bessa atua no programa de controle da hanseníase na capital paulista e inscreveu no Congresso um trabalho sobre o controle da qualidade das baciloscopias realizadas no município de São Paulo (SP). “Em São Paulo temos a hanseníase controlada desde o ano 2000, porém a gente tem detecção de casos em crianças, o que mostra que a gente tem transmissão ativa dentro do município, e apesar de ter controle, temos migração de muitas pessoas que vêm de outros lugares do Brasil para realizar o tratamento”, aponta Lívia, citando que em 2017 foram registrados 125 novos casos da doença, considerado baixo dado ao volume populacional da cidade. “Como profissionais de saúde temos essa função de lutar contra essa doença que é uma endemia no Brasil e está longe de erradicar”, conclui.

 

Novas abordagens

 

O dermatologista e hansenólogo Marco Andrey Cipriani coordenou a mesa redonda sobre Novas abordagens para o diagnóstico da hanseníase. Segundo ele, a proposta na verdade foi resgatar linhas de pensamento antigas que resultem num teste de sensibilidade mais objetivo e que podem ser facilmente adotados por municípios endêmicos. “A estesiometria que é o uso do monofilamento que é um instrumento que todos os municípios podem ter, de fácil aquisição e não é caro, e que pode definir a ilha de alteração de sensibilidade, que dificilmente acontece em outra patologia”, exemplifica.

 

A mesa abordou ainda o escaneamento digital na detecção e definição dos limites de lesões correlacionados com alterações de sensibilidade e a termoterapia que estuda a alteração da temperatura da pele. “São máquinas fotográficas especiais que medem o quanto de calor aquela pele está emitindo e o que a gente percebe é que na hanseníase essas áreas têm baixa temperatura circundada por uma pele com temperatura normal. Isso é diagnóstico muito cedo e a hanseníase tem cura nessa fase. Por isso, estamos reforçando o resgate dessas técnicas de avaliar essas disfunções que precedem inclusive as alterações de sensibilidade”, explica, ressaltando que o diagnóstico requer comprometimento e paciência do profissional.

 

O Congresso é uma realização da SBH, tem o patrocínio da The Novartis Foundation e conta com o apoio da Prefeitura de Palmas por meio da Semus e da Fesp, da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Organização Mundial da Saúde - Escritório Regional para as Américas, Ministério da Saúde e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Portal do Contribuinte

Aqui você encontra os serviços on-line disponibilizados pela prefeitura.

Nota Quente

Programa de incentivo à emissão de notas fiscais gerando crédito para concorrer a prêmios.

Utilidade pública

Este espaço facilita o acesso do cidadão aos serviços prestados pelo município.

Servidor

Canal destinado à assuntos dedicados ao servidor público municipal.

Concursos

Canal destinado à concursos realizados pela Prefeitura de Palmas.

Turista

Conheça Palmas. Seus pontos turísticos, sua diversidade e eventos você encontra aqui.

PROJETOS E AÇÕES

+ PROJETOS E AÇÕES