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Comdipi discute mobilidade urbana para idosos em Audiência Pública Interativa na Câmara dos Deputados

11 de December de 2019 às 18:06min | Idosos

"Quando há essa união em prol dos idosos, rapidamente vemos as mudanças nos índices de adoecimento e na qualidade de vida dessas pessoas”, disse Simone Fontenelle

Eliene Campelo

Ascom/Dulce Miranda

Reunião aconteceu na tarde desta terça-feira, 11


Em audiência Pública Interativa na Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (Cidoso) na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa de Palmas (Comdipi) Simone Fontenelle, apresentou os programas implantados em Palmas voltados para a pessoa idosa na tarde desta terça-feira, 11. A conselheira também falou sobre o quadro de políticas públicas intersetoriais existentes na Capital e ressaltou a necessidade de se fortalecer os fundos municipais da pessoa idosa, o repasse de emendas para essas entidades e as parcerias público-privadas voltadas para o atendimento da pessoa idosa.

 

 

“Em Palmas, a maioria das ações voltadas para os idosos são realizadas por meio de parcerias, temos parcerias com a Universidade Federal do Tocantins, com a Faculdade Católica, com empresas privadas, entidades sem fins lucrativos e com a sociedade civil organizada. Quando há essa união em prol dos idosos, rapidamente vemos as mudanças nos índices de adoecimento e na qualidade de vida dessas pessoas”, disse Fontenelle.

 

 

Ainda de acordo com a presidente do Comdipi “é fundamental também, que sejam priorizados os repasses de cofinanciamentos para o Sistema Único de Assistência Social (Suas), para o Sistema Único de Saúde (SUS), dentre outras políticas públicas voltadas para os idosos”, defende Simone Fontenelle.

 

 

Sobre o Plano Municipal de Acessibilidade e Mobilidade Urbana a conselheira destacou que Palmas tem até 2021 para concluir a elaboração deste documento contemplando os idosos em suas metas. “Vamos priorizar os chamados modos de transporte não motorizados e o transporte público coletivo, articulados com a política de planejamento e desenvolvimento urbano municipal”, disse.


 

A deputada federal Dulce Miranda, requerente da audiência, antecipa que esse debate é de extrema importância para a discussão das formas como as cidades deverão estar preparadas para lidar com a mobilidade dos idosos, uma vez que os dados têm apontado que os anciãos são os que mais morrem por atropelamento no País e, que cerca de 98% têm dificuldade em atravessar uma faixa de pedestre dentro do tempo estipulado pelo semáforo, exemplifica.


 

As audiências interativas são transmitidas ao vivo on line e os usuários cadastrados no sistema podem participar fazendo perguntas ou comentários sobre o tema em análise. Durante a audiência desta tarde, o internauta Wesley Mendes da Silva disse: “Parabéns aos organizadores pela inequívoca relevância dessa sessão de interesse público. O Brasil espera que a gestão dos recursos seja tal que permita entregar o melhor serviço à população, e que a iniciativa privada possa oferecer produtos que atendam às necessidades específicas da população. Em adição, espera-se que as cidades, ao perseguirem a promoção da longevidade, constituam alvo preferencial de investimentos, tornando-se mais competitivas”.

 


Já o internauta Fuad Gattaz Sobrinho disse que, “o País precisa de políticas públicas integrativas envolvendo todos os setores”.

 

 

Também participaram da audiência, a deputada federal, Dulce Miranda, o secretário Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa e presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, Antônio Costa, a coordenadora-geral de Cuidado do Departamento de Atenção ao Idoso, do Ministério da Cidadania e o diretor do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, Henrique Noya, pela professora da University of Texas at Austin (EUA), Cristiane Gattaz.

 

 


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