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Com espaços revitalizados, palmenses ocupam áreas públicas de lazer e criam vínculos com a cidade

Prefeitura de Palmas busca oferecer ambientes seguros, acessíveis e acolhedores para que a população faça deles uma extensão segura de suas casas

Com espaços revitalizados, palmenses ocupam áreas públicas de lazer e criam vínculos com a cidade

Mikaella Pinto de Sousa e o marido Wesley Gomes Nascimento comercializam água de coco e salada de frutas gourmet na Praça das Águas

Data da publicação: 03/08/2026

Crédito da foto: Lia Mara


Quando ocupados pela população, os espaços públicos deixam de ser apenas locais de lazer para se transformarem em ambientes de convivência, integração e promoção do sentimento de pertencimento à cidade. Pensando nisso, desde 2025 a Prefeitura de Palmas tem investido na construção, revitalização de praças e ampliação das áreas de convivência onde a comunidade cria vínculos.

Muito além da parte estética, a Prefeitura de Palmas busca oferecer ambientes seguros, acessíveis e acolhedores para que a população faça deles uma extensão segura de suas casas. Moradora da Arso 42 (405 Sul) há 16 anos, a psicanalista Gérlia Castro, 41 anos, agora aproveita a Praça Arara Canindé, recentemente entregue pela Prefeitura, como opção de lazer e prática esportiva, ao lado dos filhos Josué Castro, de 6 anos, e Lucas Castro, de 11 anos. “Muita gente está usando a praça que foi totalmente revitalizada. Antes nem parquinho a gente tinha e agora trago meus filhos para brincar e aproveito para fazer exercícios físicos”, explicou, ao relatar que antes o local mais próximo era a Praça da Arso 51 (503 Sul).

Esse sentimento de pertencimento também é reconhecido pela ciência. Um estudo publicado pela revista Geousp, da Universidade de São Paulo (USP), aponta que a ocupação dos espaços públicos favorece a sociabilidade, fortalece as relações entre os cidadãos e amplia o vínculo das pessoas com a cidade. Conforme a pesquisa, quando a população utiliza esses ambientes no dia a dia, eles deixam de ser apenas estruturas urbanas e passam a representar locais de memória, convivência e construção da cidadania.

Oportunidade de negócios

Além disso, atraem novas oportunidades de negócios. Há pouco mais de três meses, o sustento de Carolaine Kele da Silva, 28 anos, vinha do trabalho como faxineira, mas, após a construção da Praça das Águas, no setor Bertaville, essa história mudou. Agora, a jovem empreendedora vive da venda de geladinhos gourmets. De segunda a segunda, Carolaine, acompanhada da sua mãe Aparecida Gleicimar da Silva, comercializa os docinhos na pracinha.

“Moro no Irmã Dulce e venho para o Bertaville todos os dias para trabalhar. A cada dia venho conquistando mais clientes que vêm até a praça com suas famílias para aproveitar o fim de tarde”, celebrou.

Quem também viu no local uma nova oportunidade é a empreendedora Mikaella Pinto de Sousa, 37 anos. Ela e o marido Wesley Gomes Nascimento, de 37 anos, comercializam água de coco e salada de frutas gourmet. Com muita simpatia, o casal tem tirado o sustento da venda desses produtos. “Antes eu vendia água de coco na Praia da Graciosa, mas como moro no Irmã Dulce, que é ao lado do Bertaville, decidi mudar meu ponto. Tem sido muito bom e a aceitação tem crescido a cada dia. O espaço está aprovado”, celebrou.

 

Gérlia Castro aproveita a Praça Arará Canindé ao lado dos filhos Josué Castro, de 6 anos, e Lucas Castro, de 11 anos - Foto: Lia Mara

 

 Carolaine Kele da Silva apostou em nova fonte de renda após inauguração da Praça das Águas, no Bertaville - Foto: Lia Mara


 

Texto: Fernanda Mendonça

Edição: Iara Cruz