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Comunidade da Escola Municipal Beatriz Rodrigues se mobiliza para cuidar de ninho de corujas

O ninho das corujas que fica próximo à porta de uma sala de aula, já faz parte da rotina escolar

Comunidade da Escola Municipal Beatriz Rodrigues se mobiliza para cuidar de ninho de corujas

O momento do retorno da corujinha foi marcado por muita emoção

Data da publicação: 03/03/2026

Crédito da foto: Educação/Divulgação


O que começou como um momento de preocupação em um dos recreios da Escola Municipal Beatriz Rodrigues, na Arno 42 (405 Norte), em Palmas, se transformou em uma verdadeira mobilização em defesa da vida. Há anos, as crianças que estudam na unidade educacional e também quem passa pela escola observam um ninho de corujas que fica localizado bem embaixo da calçada, próximo à porta de uma sala de aula, o espaço já faz parte da rotina escolar.

 

Recentemente, uma nova ninhada de corujas trouxe quatro filhotes. Ainda aprendendo a voar, eles permaneciam próximos ao chão, realizando voos curtos e ficando, muitas vezes, na porta da sala de aula, circulando normalmente em alguns espaços da escola. Foi nesse período delicado que um dos filhotes acabou sendo atingido por uma pedra lançada por uma criança. A coruja não morreu, mas ficou paralisada e bastante debilitada.

O episódio rapidamente se tornou o principal assunto entre os estudantes. Nas últimas semanas, a preocupação era geral na unidade. Sensibilizada com a situação, a aluna Laylla Santos Oliveira, do 5º ano, se prontificou a ajudar. Ela levou a coruja para casa, explicando que seu pai Arlindo Alves de Oliveira Filho é veterinário e poderia prestar atendimento ao animal. A equipe da escola apoiou a iniciativa. Antes da partida, a ave foi alimentada e acomodada cuidadosamente em uma caixa para o transporte.

O diretor da unidade, Renato Albuquerque, conta que dias depois, para surpresa e alegria de todos, os pais da estudante retornaram à escola trazendo a coruja totalmente restabelecida. Saudável e mais forte, a ave foi devolvida ao seu ninho. “O momento aconteceu essa semana e foi marcado por muita emoção. Assim que corujinha foi solta, ela não hesitou e seguiu diretamente para sua toca”, lembra.

O diretor revela ainda que, além da recuperação, outro detalhe chamou a atenção, a coruja voltou ainda mais mansa, aproximando-se com tranquilidade das crianças. “A experiência deixou uma reflexão para toda a comunidade escolar sobre respeito à natureza e empatia com os animais”, observou o gestor, acrescentando que poderia ter sido uma perda irreparável, mas que com o cuidado coletivo pode salvar vidas.

Texto: Milena Botelho

Edição: Juliana Matos