A Casa da Mulher Brasileira (CMB) de Palmas registrou 68 atendimentos a mulheres em situação de violência entre domingo, 7, e quinta-feira, 11, período que antecede o Dia dos Namorados. Somente na segunda-feira, 8, e na terça-feira, 9, foram realizados 27 atendimentos, o equivalente a quase 40% de toda a demanda da semana.
Os dados reforçam um padrão identificado por especialistas: datas comemorativas associadas ao romance podem concentrar episódios de tensão nos relacionamentos e intensificar contextos de violência já existentes. A Secretaria Municipal da Mulher (Semup) emite o alerta para que a população reconheça os sinais e saiba onde buscar apoio na Capital.
Romantismo sem violência
A secretária municipal da Mulher, Chayla Felix, reforça a importância de acolher essas vítimas e de desmistificar comportamentos abusivos no ambiente familiar. "O Dia dos Namorados evoca o afeto, mas infelizmente também camufla ciclos de abuso. O papel do Município é garantir que nenhuma mulher se sinta desamparada, oferecendo a estrutura necessária para romper o ciclo da violência e reconstruir sua autonomia com total segurança", disse.
A superintendente da Casa da Mulher Brasileira, Monik Dorta, ressalta que o sentimento real não machuca. "A semana de amor não pode se misturar com violência". Ela lembra que, em datas em que flores e afeto dominam as vitrines da cidade, a violência dentro de casa não tira férias.
A CMB é um equipamento de referência no atendimento integrado a mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Em Palmas, a unidade reúne serviços de acolhimento psicossocial, orientação jurídica, delegacia especializada e articulação com a rede de proteção.
Canais de atendimento
A Prefeitura Municipal de Palmas orienta que mulheres em situação de violência doméstica procurem diretamente a sede da CMB ou utilizem os canais disponíveis. A Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180, funciona 24 horas e a ligação é gratuita.
Para emergências, o número 153 aciona a Guarda Metropolitana de Palmas, e o 190 a Polícia Militar. A CMB também atende pelo telefone (63) 3212-7399. A Semup reforça que qualquer mulher que esteja vivendo situação de violência física, psicológica, sexual, patrimonial, moral ou vicária tem direito a atendimento especializado, gratuito e sigiloso, garantido na unidade durante 24 horas.