Uma experiência marcada por emoção, memória e reconhecimento internacional. Assim o professor de Educação Física Roberto Ferraz Consales, da Escola Municipal Anne Frank, de Palmas, descreveu a visita à Casa de Anne Frank, museu biográfico localizado em Amsterdã, na Holanda, um dos espaços culturais mais visitados do mundo e símbolo da memória do Holocausto.
O educador percorreu os mesmos ambientes onde Anne Frank viveu durante a ocupação nazista. “Ver toda a história, estar nos mesmos espaços em que ela viveu, conhecer o quarto onde dormia, a passagem secreta do esconderijo e as fotos da época foi muito marcante. A gente sente o sofrimento, a tristeza, mas também a força dessa história que ficou para a eternidade”, relatou.
Entre os momentos que mais impactaram o professor esteve o contato com registros escolares da época, incluindo a lista em que o governo solicitava a identificação de alunos judeus. “Ver o nome dela ali, como estudante, traz uma dimensão ainda mais real do que aconteceu”, detalhou.
Escola Anne Frank
A visita também foi marcada por um encontro com a equipe do museu, onde o professor apresentou o trabalho desenvolvido pela Escola Municipal Anne Frank, especialmente as atividades esportivas, como o basquete. Ao mostrar fotos e vídeos dos estudantes de Palmas, a reação foi de surpresa e entusiasmo. “Eles ficaram incrédulos ao ver que, no Brasil, no Tocantins, existe uma escola com esse nome, que divulga o legado da Anne Frank por meio da educação e do esporte”, contou entusiasmado.
Para o educador, o nome Anne Frank carrega uma força simbólica que ultrapassa fronteiras. “Na fila da casa, você percebe o poder desse nome, o quanto ele representa conhecimento, memória e resistência. É algo que não dá para mensurar”, disse.
O educador também associou o sucesso do trabalho esportivo desenvolvido na escola à inspiração deixada por Anne Frank. “Acredito muito nessa força. Parece que ela está lá em cima, olhando o nosso trabalho, dizendo que é preciso divulgar o nome dela. E é isso que fazemos: levamos o nome da Anne Frank pelo Brasil inteiro, em cada viagem, em cada competição”, concluiu.