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Fundação Municipal de Meio Ambiente de Palmas alerta sobre impactos das queimadas no período seco

Prática usada para limpeza de pastagem, por exemplo, pode causar sérios danos ambientais e à saúde da população

Fundação Municipal de Meio Ambiente de Palmas alerta sobre impactos das queimadas no período seco

Mais de 12,7 milhões de hectares foram queimados em 2025 em todo o Pais, segundo dados do Relatório Anual do Fogo no Brasil

Data da publicação: 22/07/2026

Crédito da foto: Regiane Rocha


A Fundação Municipal de Meio Ambiente (FMA) de Palmas alerta os moradores da zona rural da Capital sobre os impactos ambientais das queimadas em propriedades rurais. O órgão adverte que a prática, comumente utilizada para limpeza e manejo de pastagens, causa sérios impactos ao solo, à fauna, à flora e à saúde da população. 

Dados do Relatório Anual do Fogo no Brasil, do MapBiomas, apontam que foram registrados 12,7 milhões de hectares queimados em todo o País, somente em 2025. Além disso, o Cerrado está entre os dois biomas mais atingidos pela prática de atear fogo na vegetação, nas últimas décadas. Por isso, a FMA alerta que atear fogo em propriedades rurais é prejudicial ao meio ambiente porque pode destruir a vegetação nativa e provocar a morte de animais. 

Outro problema está na degradação do solo, já que o calor do fogo altera suas características físicas, químicas e biológicas, além da perda de nutrientes, da redução da capacidade de infiltração da água, erosão e, em casos mais graves, a desertificação. 

Poluição e mudanças climáticas

A FMA também destaca que os impactos das queimadas podem também poluir a atmosfera com a fumaça, reduzir a qualidade do ar, causar problemas respiratórios, principalmente em crianças e idosos. A fumaça pode ainda aumentar o risco de acidentes nas rodovias próximas às queimadas, já que reduz a visibilidade. 

Outro grande impacto das queimadas está nas mudanças climáticas, já que elas liberam grandes quantidades de gases de efeito estufa. Por isso, a orientação é utilizar boas práticas para conservar o solo e o meio ambiente, adotando um sistema de produção mais sustentável. As principais práticas são: consórcio de culturas, plantio direto com manutenção da cobertura vegetal do solo, adubação verde, sistemas integrados de produção, manutenção de florestas em Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reserva Legal.

Texto: Cyntia Miranda

Edição: Iara Cruz