A Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria Municipal Extraordinária do Matopiba, tem intensificado o diálogo com o setor produtivo para fortalecer o desenvolvimento regional e ampliar a atração de investimentos. Dentro dessa estratégia, o secretário municipal extraordinário do Matopiba, Carlos Amastha, realizou reunião com o CEO da ALZ Grãos, Maurício Hardman Tavares de Melo Filho, na sede da empresa, em Palmas.
O encontro integrou a agenda institucional do Município voltada a posicionar Palmas como centro operacional, logístico e corporativo do Matopiba, promovendo um ambiente favorável à competitividade, à integração regional e à expansão da agroindústria.
Liderança regional
A iniciativa está alinhada à diretriz do prefeito Eduardo Siqueira Campos, que tem defendido o fortalecimento de Palmas como uma capital capaz de articular interesses regionais, coordenar esforços entre os estados do Matopiba e impulsionar investimentos estruturantes. A criação da Secretaria Municipal Extraordinária do Matopiba reflete essa visão estratégica, ao reconhecer o papel da Capital como meio de integração econômica e institucional. “Essa agenda conta com apoio institucional do prefeito Eduardo Siqueira Campos, que entendeu a importância de Palmas liderar uma coordenação regional do Matopiba”, destacou Carlos Amastha.
Polo estratégico
Durante a reunião, foi reforçada a posição de Palmas como ponto central da dinâmica produtiva do Matopiba. A ALZ Grãos, joint venture formada por Amaggi, Louis Dreyfus Company e Zen-Noh Grãos S.A., transferiu sua sede de Luís Eduardo Magalhães (BA) para Palmas em 2017, motivada pela localização estratégica, infraestrutura disponível e conectividade, que permitem atender tanto os estados do Matopiba quanto o Pará. “A operação em Palmas se mostrou estratégica pela logística e pela infraestrutura, fortalecendo o atendimento à região”, afirmou Maurício Hardman.
Articulação institucional
Carlos Amastha apresentou os esforços da gestão municipal para consolidar o Matopiba como uma agenda permanente, ampliando o escopo para além do agronegócio e incorporando áreas como desenvolvimento regional, tecnologia, educação, saúde e inovação. A proposta é que Palmas atue como base operacional dessa articulação, em um modelo cooperativo entre estados e instituições. “Nosso foco é construir soluções objetivas com o setor produtivo: infraestrutura, logística e segurança jurídica”, ressaltou o secretário.
Demandas produtivas
Entre os principais pontos levantados pelo setor produtivo estão a ampliação da infraestrutura energética para armazéns no interior, reduzindo a dependência de geradores a diesel, além da necessidade de melhorias na malha viária.
Também foi debatida a questão do ICMS e da bitributação nas divisas estaduais, com a defesa de mecanismos de cooperação entre estados que evitem entraves logísticos e custos adicionais aos produtores.
Logística
A reunião abordou ainda os gargalos logísticos da região, com avaliação dos modais rodoviário e ferroviário e a análise de alternativas complementares, como o potencial de hidrovias e portos fluviais, a exemplo da região de Praia Norte, no Rio Tocantins.
Mão de obra
Outro ponto destacado foi a evolução da qualificação da mão de obra em Palmas, com avanços na formação e retenção de profissionais, fator que contribui para maior eficiência e estabilidade das operações empresariais. “Energia, estradas e segurança tributária são pontos centrais para reduzir custos e ampliar competitividade”, concluiu Maurício Hardman.