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Música que educa e preserva culturas eleva a interação dos alunos na ETI Olga Benário

Atividades de iniciação musical despertam a sensibilidade de crianças do ensino fundamental e resgatam tradições tocantinenses com uso de instrumentos como viola de buriti e tambor de barro

Música que educa e preserva culturas eleva a interação dos alunos na ETI Olga Benário

Professor Aristóteles Onassis desenvolve trabalho de educação musical na ETI Olga Benário

Data da publicação: 09/02/2026

Crédito da foto: Divulgação Educação


Há mais de 16 anos dedicado à música, o professor Aristóteles Onassis desenvolve um trabalho que vai além das notas e dos acordes na Escola de Tempo Integral (ETI) Olga Benário, situada na Arso 61 (603 Sul). Licenciado em música desde 2017 e atuando desde o ano passado na rede municipal de ensino, o educador leva a iniciação musical para crianças do 2º ao 5º ano do ensino fundamental, despertando desde cedo o interesse, a sensibilidade e o vínculo com a arte.

Na escola, as aulas são voltadas para a iniciação musical, respeitando a faixa etária dos estudantes, que ainda são bem jovens. O trabalho começa de forma lúdica, com canto, brincadeiras musicais, cantigas de roda e canções folclóricas. O violão, instrumento que o professor domina, está sempre presente nas aulas e serve como base para a vivência musical dos estudantes.

À medida que os alunos avançam para o 4º e 5º ano, o conteúdo ganha novos elementos. Além do canto, eles passam a conhecer a história da música, diferentes instrumentos e, principalmente, sobre a cultura musical tocantinense. O professor apresenta compositores, ritmos típicos do estado e instrumentos tradicionais, na tentativa de fazer com que as crianças conheçam e valorizem as raízes locais.

Um dos destaques do trabalho é o resgate de instrumentos regionais, como o tambor de barro e a viola de buriti, originários respectivamente da região de Natividade e do Jalapão. Os estudantes aprendem não apenas a sonoridade, mas também a história desses instrumentos e o contexto cultural em que surgiram.

Além das aulas regulares, o professor Aristóteles também desenvolve treinamentos fora do horário de aula, com atividades de canto coral, violão, flauta e outros instrumentos. As crianças têm contato ainda com instrumentos de percussão e com o teclado, ampliando as possibilidades de aprendizagem musical.

Formação integral
O educador conta que todo o trabalho é para formar ouvintes sensíveis, curiosos e conectados com a música desde cedo.“A gente estimula a iniciação musical para despertar com os pequenininhos esse interesse pela música, pois eles adoram brincar cantando, fazer cantigas de roda e festejar com as canções folclóricas. Depois, no quarto e quinto ano, a gente já trabalha um pouco mais a história da música, apresentando instrumentos e também a música do nosso estado, que é maravilhosa, cheia de cultura, histórias e raízes. Tudo isso é para levar a música para o coração dessas crianças desde cedo”, relata o professor.

A diretora da ETI, Idelma Bastos, observa de perto o impacto das aulas de música no cotidiano escolar e destaca o envolvimento dos estudantes. “É visível o quanto as crianças se encantam com as aulas de música. Elas aguardam com ansiedade a chegada do professor Onassis, participam, cantam, interagem e demonstram um entusiasmo muito grande. A música desperta alegria, disciplina e fortalece a identidade cultural dos nossos alunos, tornando o ambiente escolar ainda mais acolhedor e significativo”, descreve.

Texto: Milena Botelho

Edição: Fernanda Sousa