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Na véspera do Dia da Mulher, a agente de trânsito Wilma Damasceno relata os desafios da profissão

Na véspera do Dia da Mulher, a agente de trânsito Wilma Damasceno relata os desafios da profissão

Data da publicação: 07/03/2016


Fiscalizar, orientar e monitorar o trânsito, uma função que até pouco tempo era predominantemente masculina, aos poucos vem crescendo o número de profissionais mulheres e a agente Wilma Damasceno faz parte dessa estatística. Ela ingressou no serviço público no último concurso, em 2014, quando dos 21 convocados nove foram mulheres.

 

Wilma é mãe de três filhos, esposa, agente de Trânsito e ainda estuda. Ela relata que como agente de trânsito nunca sofreu discriminação, pelo fato de ser mulher nem por parte dos condutores homens e muito menos dos colegas de profissão. “Acredito que o cidadão está mais consciente sobre o nosso trabalho”, enfatizou.

 

A agente relatou que a população não vê com espanto ou diferença o fato de existir mulheres como fiscais de trânsito, no entanto, alguns ainda vêm com estranheza o fato de uma mulher estar conduzindo viatura. “No ano passado, durante o desfile cívico em comemoração ao aniversário de Palmas, muitos populares na arquibancada agiram com espanto ao me ver dirigindo uma viatura. Apontavam e diziam: É uma mulher!”.

 

Para o supervisor de Trânsito, Clébio Braga, as mulheres atuam no trânsito melhor que muitos homens. “Elas não têm medo e não fazem “corpo mole” de pegar sol e chuva, de pegar peso”. O colega e agente de trânsito, Urano Nolasco, por sua vez diz que as mulheres são mais observadoras e isso ajuda no trabalho em equipe”.

 

Sobre encarar a rotina de agente de trânsito com serenidade e respeito dos motoristas, Wilma garante ser firme nas abordagens, utilizando sempre de boa educação. Ela conta que já sofreu xingamentos, mas não atribui ao fato de ser mulher. “O que realmente os condutores têm medo é da autuação, e eles acabam não gostando de serem chamados à atenção”.