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Palmas enfrenta desafio de 1 em cada 4 atendimentos médicos nas UPAs serem de pacientes de outros municípios

Referência para a região, a Capital tocantinense tem a sobrecarga operacional em razão da alta demanda na urgência e emergência

Palmas enfrenta desafio de 1 em cada 4 atendimentos médicos nas UPAs serem de pacientes de outros municípios

Apesar dos desafios atuais, será garantido atendimento para pacientes em situação de urgência

Data da publicação: 11/02/2026

Crédito da foto: Lia Mara


Em 2025, as duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas realizaram 18.450 atendimentos a pacientes residentes em outros municípios, o que representa 25,56% do volume total de assistência médica da rede no ano passado, ou seja, um em cada quatro atendimentos é de um paciente que reside em outro município. As UPAs funcionam como serviços de portas abertas, garantindo assistência imediata a todos os cidadãos que se encontram em situações de urgência e emergência.

Apesar de a legislação brasileira estabelecer a saúde como responsabilidade compartilhada entre municípios, estados e União, Palmas tem tido o desafio de atender uma demanda acima da sua capacidade. Essa pressão se materializa em sobrecarga operacional, que impacta diretamente os profissionais de saúde, os estoques de insumos e medicamentos, e reflete nos tempos de espera para todos os pacientes.  Apenas no mês de janeiro deste ano, aproximadamente 24,26% dos atendimentos nas UPAs de Palmas corresponderam a pacientes de fora do município, totalizando uma estimativa de 2.827 atendimentos.

A Prefeitura de Palmas reafirma o compromisso com a universalidade do Sistema Único de Saúde (SUS) e garante que todo paciente em situação de urgência será atendido, independentemente de sua cidade de origem. No entanto, a Secretaria Municipal da Saúde (Semus) destaca que a realidade atual exige a busca por soluções estruturais para assegurar a qualidade e a sustentabilidade do serviço no longo prazo.

Gestão e diálogo
“Reconhecemos nossa vocação como capital e centro de referência. No entanto, esse dado de 25% não é apenas uma estatística; é a materialização de um desafio logístico e financeiro que precisa ser enfrentado em conjunto”, explica a secretária da Semus, Dhieine Caminski. A Semus informou que, ainda no ano passado, iniciou um estudo para definir soluções com base nas experiências de outros municípios e como seria possível implementar em Palmas.

Em outra frente, a Semus tem dialogado com outros municípios e com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Tocantins (Cosems-TO) para buscar estratégias conjuntas. “A retomada da Região Metropolitana de Palmas, formada por 21 municípios que somam quase 550 mil pessoas, nos instiga a construir soluções que passam por uma articulação com os municípios e com o governo estadual”, pontua a secretária.

Texto: Rodrigo Marques

Edição: Fernanda Sousa