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Prefeitura de Palmas orienta população sobre convivência com pássaro quero-quero em áreas urbanas

Ave é comum no município, adapta-se facilmente à cidade, especialmente no período reprodutivo

Prefeitura de Palmas orienta população sobre convivência com pássaro quero-quero em áreas urbanas

Prefeitura orienta a população sobre a convivência respeitosa com fauna silvestre.

Data da publicação: 03/02/2026

Crédito da foto: Foto Luciana Pires


A Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria Municipal de Proteção e Bem-Estar Animal (Sebem), chama a atenção da população para a presença frequente do pássaro quero-quero (Vanellus chilensis) e para o papel que a espécie desempenha no equilíbrio ambiental da cidade. Além de ser um indicador de qualidade ambiental, o quero-quero contribui diretamente para o controle natural de insetos, já que sua alimentação é composta majoritariamente por esses animais.

Essa característica auxilia na manutenção do equilíbrio ecológico, reduzindo a proliferação de pragas e colaborando com a ciclagem de nutrientes no ambiente, garantindo a produtividade dos ecossistemasEm Palmas, sua presença é registrada em parques, terrenos abertos, áreas de expansão urbana e regiões próximas a corpos d’água, o que reforça a necessidade de convivência responsável entre a população e a fauna local. Comum em campos abertos, pastagens, áreas verdes e regiões úmidas, o quero-quero é uma ave silvestre adaptada tanto a ambientes naturais quanto a áreas urbanizadas. 

Durante o período reprodutivo, a espécie apresenta comportamento territorial mais intenso, especialmente para proteger ninhos e filhotes, que costumam ficar camuflados no solo. Nesses casos, a orientação é evitar aproximação, não tentar tocar nos ovos ou filhotes e respeitar o espaço da ave, reduzindo situações de estresse ou risco de abandono do ninho.

Segundo a diretora de Manejo Sustentável da Fauna Silvestre, Bruna Almeida, a preservação do quero-quero depende principalmente de atitudes simples no dia a dia. “A presença do quero-quero em áreas urbanas mostra que ainda temos ambientes capazes de sustentar a fauna silvestre. Para protegê-lo, é fundamental respeitar seu território, evitar intervenções nos locais de nidificação e não tentar afugentar ou ferir a ave, especialmente no período de reprodução”, explica.

A Sebem reforça que o quero-quero é uma espécie silvestre protegida por lei e que ações como destruição de ninhos, captura ou maus-tratos configuram crime ambiental. A Secretaria destaca ainda que a preservação da fauna urbana está diretamente ligada à qualidade de vida da população e ao desenvolvimento sustentável da cidade.

 

 

 

 

 

 

Texto: Fernanda Leme

Edição: .Denis Rocha