Nesta sexta-feira, 30, é celebrado o Dia Nacional de Conscientização Álcool Zero no Trânsito. Em Palmas, a data será marcada por uma ação integrada entre os agentes de trânsito da Capital e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), com operações voltadas para a educação e a fiscalização dos condutores.
A iniciativa busca alertar a sociedade sobre os graves riscos e consequências de misturar bebida alcoólica e direção. De acordo com o superintendente de Segurança Viária, Hugle Carneiro, o foco é a proteção de todos. “Todas as campanhas, quer sejam educativas ou fiscalizatórias, de âmbito municipal, estadual ou federal, têm a intenção de cuidar da integridade e da vida humana”, afirma.
Riscos e efeitos
Assumir o volante após consumir álcool compromete seriamente habilidades essenciais para uma direção segura, como coordenação motora, tempo de reação, reflexos e tomada de decisão. A campanha reforça que a substância prejudica a capacidade do condutor, que leva mais tempo para frear diante de obstáculos. Embora o álcool seja metabolizado em cerca de 6 horas, o recomendado pelos especialistas é só dirigir após 24 horas do consumo.
A Lei Seca
Uma das principais ferramentas no combate a essa prática é a Lei Seca, instituída em 2008. A legislação é rigorosa: dirigir com qualquer concentração de álcool no organismo é infração gravíssima, com multa de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses. A tolerância é de apenas 0,04 miligramas de álcool por litro de ar expelido (mg/L). Registrar mais de 0,34 mg/L configura crime, com previsão de detenção.
Mudanças na legislação
Desde 2012, com a Lei Federal nº 12.760, vídeos, fotografias e testemunhos podem ser usados como provas da embriaguez ao volante. Qualquer sinal de alteração psicomotora do condutor também serve como evidência. Em 2016, o teste do bafômetro tornou-se obrigatório. Recusar-se a fazê-lo é infração gravíssima, com suspensão imediata da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
A Prefeitura de Palmas reforça o compromisso com um trânsito mais seguro e lembra que a escolha correta sempre é: se beber, não dirija.
Texto: Samuel Cunha, sob a orientação de Abelson Ribeiro