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Projeto agroecológico da ETI Fidêncio Bogo promove compreensão do solo como sistema vivo

Iniciativa utiliza gongolos para transformar resíduos orgânicos em adubo e fortalecer consciência ambiental de alunos da zona rural

Projeto agroecológico da ETI Fidêncio Bogo promove compreensão do solo como sistema vivo

Estudantes participam de todas as fases do processo, até a coleta do composto orgânico

Data da publicação: 04/03/2026

Crédito da foto: Divulgação


A ETI Fidêncio Bogo, na região rural do Taquaruçu Grande, promove o estudo da agroecologia de forma prática. Em 2026, o projeto “Chão Vivo: Ensino de Agroecologia a partir da Fauna do Solo” envolve alunos do 6° ao 9° ano na observação de organismos decompositores. Sob supervisão do professor José Fernandes de Sousa, a iniciativa foca na importância dos diplópodes (gongolos) para a saúde do solo.

 


 

Previsto para ser executado entre os meses de março e junho no componente curricular de Agroecologia e Saberes do Campo, tem como foco central a compreensão do solo como um sistema vivo a partir da observação e manipulação dos diplópodes (gongolos).

Gongocompostagem
Diferente da vermecompostagem (com minhocas), a técnica com gongolos — conhecidos como piolhos de cobra — permite a fragmentação rápida de papel e papelão. Esses organismos transformam resíduos em adubo de alta qualidade, auxiliando na formação de húmus e na fertilidade da terra. A metodologia inclui investigação em campo, registro em cadernos e análise de dados pelos estudantes.

Consciência ambiental
Entre os resultados esperados estão o fortalecimento das competências científicas e a ampliação da consciência socioambiental. “Buscamos com estas atividades incentivar os alunos a desenvolverem o olhar crítico e o interesse pela pesquisa desde o Ensino Fundamental”, ressalta o professor José Fernandes. O educador espera que os conhecimentos influenciem positivamente as práticas de cuidado com o solo na comunidade.

O diretor da ETI Fidêncio Bogo, Ademir Bandeira, considera que o projeto já é parte da identidade da escola. “Nossos alunos aprendem que sustentabilidade não é apenas uma palavra bonita, mas uma prática diária, conectada à sua realidade e território”, finaliza o gestor.

Texto: Rogério Franco

Edição: Fernanda Sousa