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Capacitação orienta profissionais sobre atendimento a mulheres em situação de violência

Formação reúne representantes das forças de segurança e da rede de proteção para discutir acolhimento, identificação das violências e atuação integrada

Capacitação orienta profissionais sobre atendimento a mulheres em situação de violência

Atividade foi ministrada pela assessora da Secretaria Nacional de Enfrentamento às Violências contra as Mulheres, do Ministério das Mulheres Marina Cordeiro

Data da publicação: 24/09/2026

Crédito da foto: Márcio Greick


A Secretaria Municipal da Mulher promoveu, nesta quinta-feira, 24, das 8h às 12h, no auditório da Defensoria Pública do Estado do Tocantins, uma capacitação sobre a atuação da Segurança Pública no atendimento às mulheres em situação de violência. A atividade foi ministrada por Marina Cordeiro, assessora da Secretaria Nacional de Enfrentamento às Violências contra as Mulheres, do Ministério das Mulheres, e contou com a participação de representantes da Guarda Metropolitana de Palmas, da  Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros Militar,  da Delegacia da Mulher ( 1ª e 2ª DEAM), além de profissionais da rede de proteção.

Com o tema “Atuação da Segurança Pública no atendimento às mulheres em situação de violência”, a formação teve como objetivo promover a troca de conhecimentos e experiências, fortalecer a integração entre as instituições e qualificar o atendimento prestado às mulheres vítimas de violência.

Durante a capacitação, Marina Cordeiro destacou o papel estratégico dos profissionais de segurança na identificação de situações de violência e na prevenção de novos episódios ou do agravamento das agressões.  “A Segurança Pública é a primeira janela para evitar o escalonamento da violência contra a mulher”, afirmou Marina Cordeiro.

 

Violência como fenômeno social

A apresentação abordou temas como mudança social e cultura, relações de poder, desigualdades e violências, além das diferentes manifestações da violência, sua possível escalada até o feminicídio, a atuação estatal, a dignidade humana como princípio constitucional e os direitos humanos das meninas e mulheres a partir de uma perspectiva interseccional.

Marina também apresentou uma reflexão sobre as diferentes formas de desigualdade e seus impactos sobre a vida das pessoas, destacando aspectos relacionados à saúde, liberdade, reconhecimento, recursos e oportunidades.  A abordagem reforçou que a violência contra a mulher deve ser compreendida como um problema social complexo, intersetorial e interinstitucional, que exige a atuação articulada de diferentes órgãos públicos.

Para a Gerente da Patrulha Mulher Segura da GMP,  Letícia Bordin, a capacitação contribui para sensibilizar os profissionais e ampliar a compreensão sobre as diferentes formas de violência que podem atingir as mulheres.  “A formação é muito importante, principalmente para promover a sensibilização e contribuir para a desconstrução do machismo estrutural, que muitas vezes faz com que determinados tipos de violência sejam naturalizados. Precisamos compreender a realidade dessa mulher e dar a devida atenção à situação que ela está vivenciando”, destacou.

Segundo Letícia, é fundamental ampliar o olhar para além da violência física e identificar também situações de violência psicológica.  “Compreender todas as condições e circunstâncias que envolvem a violência contra a mulher, especialmente a violência doméstica e familiar, é fundamental para que possamos oferecer um olhar profissional, cuidadoso e atento. Muitas vezes, damos muita importância apenas à violência física, mas existem outras formas de violência que podem antecedê-la ou ocorrer simultaneamente, como a violência psicológica”, explicou.

 

Segurança Pública e atuação integrada

A presença das instituições também dialoga com a necessidade de que os profissionais conheçam suas respectivas atribuições e, ao mesmo tempo, adotem princípios comuns no acolhimento e encaminhamento das vítimas.

Para Fernanda de Siqueira Correia, delegada da 1ª Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (1ª DEAM), cada força possui um papel específico, mas o atendimento deve ser pautado por respeito e acolhimento.  “Cada força de segurança tem o seu papel dentro da rede de proteção, mas existem princípios que precisam ser comuns a todos, como o respeito, o acolhimento e o atendimento à vítima sem julgamentos. Essa integração é fundamental para que a mulher encontre uma rede preparada para ouvi-la e protegê-la”, afirmou.

Participação da rede de proteção

Para a Secretária Executiva da Secretaria Municipal da Mulher, Mariza Sales, o encontro foi uma oportunidade de fortalecer o diálogo entre os órgãos e ampliar a qualificação dos profissionais.

“Eu vejo que essa capacitação, tanto para as forças de segurança quanto para nós, enquanto Secretaria Municipal da Mulher, e para toda a rede, é muito benéfica. É um momento de diálogo, de busca de novos conhecimentos e de troca de experiências, visando cada vez mais ao aperfeiçoamento e à humanização do trabalho de proteção à mulher que está em situação de violência.”

A iniciativa reforça a importância da formação continuada, da integração entre as forças de segurança e da articulação da rede de proteção, contribuindo para um atendimento mais qualificado, humanizado e atento às diferentes formas de violência contra as mulheres.

A capacitação também contou com a participação de representantes de diferentes instituições que atuam no enfrentamento à violência contra as mulheres, entre eles a  tenente-coronel e coordenadora estadual adjunta da Patrulha Maria da Penha, Rita Moraes,  da delegada da 2ª Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (2ª DEAM); Daise Rodrigues,  da delegada da 1ª DEAM,  Fernanda de Siqueira Correia, da Secretária da Mulher do Estado, Berenice Barbosa, e da gerente da Patrulha Mulher Segura da GMP, Leticia Bordin.

Secretária-executiva Mariza Sales representou a Secretaria Municipal da Mulher - Foto: Edu Fortes 

 

A Guarda Metropolitana de Palmas contou com a participaç;ao de 30 guardas metropolitanos - Foto: Edu Fortes 

 

A capacitação teve a participação de representantes da Guarda Metropolitana de Palmas, da  Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros Militar, da Delegacia da Mulher, além de profissionais da rede de proteção - Foto: Edu Fortes

Texto: Marcio Greick