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Seminário da Sedumah discute política habitacional com movimentos sociais

Seminário da Sedumah discute política habitacional com movimentos sociais

Data da publicação: 12/11/2010


O plenário da Câmara Municipal foi palco de discussões sobre habitação do município, durante o 2º Seminário sobre a Política Habitacional do Município de Palmas – PHMP que aconteceu na noite desta quinta-feira, 11. Realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Meio Ambiente e Habitação (Sedumah), por meio da Coordenadoria de Habitação (Cohab), o evento foi iniciado com o alerta do secretário Eduardo Manzano em relação ao crescimento da Capital, focando o ordenamento, tendo em vista que Palmas é uma das cidades que mais crescem no país.

“Grande parte da população depende do poder público para morar. Caso não consiga ser contemplada, parte para a ocupação irregular em áreas públicas, áreas verdes ou em loteamentos irregulares. Logo, pensamos na destinação de recursos para o crescimento ordenado. Mas, para isso, precisamos combater forças políticas que queiram ocupar áreas irregularmente, uma vez que queremos fazer diferente de outras cidades planejadas, como Goiânia ou Brasília, que ao longo dos anos acabaram se 'desordenando' ”, frisou o secretário.

Baseada no resultado parcial do IBGE, em que Palmas aparece com aproximadamente 224 mil habitantes, a consultora Tecnoplan, contratada pela Sedumah, apontou dados pertinentes à habitação no município e frisou o déficit habitacional tanto quantitativo quanto qualitativo da Capital.

O déficit quantitativo é de 10.670, o qual se enquadram domicílios improvisados, coabitação familiar, residentes em cômodos e domicílios rústicos; enquanto que 35.275 refere-se ao déficit qualitativo, caracterizado por inadequação fundiária, adensamento excessivo, domicílios sem banheiro e carentes de infraestrutura.

De acordo com a Sedumah, apesar destes dados, o setor habitacional teve um grande avanço em Palmas. “Quando assumimos em 2005, só tínhamos o programa HBB, hoje contamos com quase dez programas habitacionais, e já entregamos mais de 2.500 casas que somadas as que estão com processos em andamento somam mais de 8.600 unidades habitacionais”, destacou Eduardo Manzano.

Para um dos coordenadores da Organização Popular de Moradia – OPM, Antônio Edis, a participação no seminário foi muito proveitosa. “É interessante termos acesso a esses dados, pois só com o esclarecimento da população é que podemos cobrar do poder público, que tem a burocracia como um dos entraves na execução de seus projetos”, completou.