Aderir ao isolamento social imediatamente após suspeita ajuda a reduzir transmissão da Covid-19

Secretaria da Saúde

Autor: Juliana Matos (colaborou Redação/Semus) | Publicado em 23 de fevereiro de 2021 às 17:40

Jovem sem comorbidades é a faixa etária com maior números de casos confirmados na Capital

O avanço de novos casos da Covid-19 nas últimas semanas em Palmas acende um alerta sobre a importância de seguir todos os protocolos sanitários e recomendações médicas. A diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde de Palmas (Semus), Marta Malheiros, explica que apesar de os resultados laboratoriais serem emitidos rapidamente, a adesão ao isolamento social não deve ser postergada.  "Os resultados saem em até 48 horas, mas diante do que estamos observando, a orientação é aderir ao isolamento logo no início da suspeita, antes mesmo da confirmação de diagnóstico", disse em entrevistas a emissoras de rádio e TV nesta terça-feira, 23, em Palmas.

A diretora reforçou que todas as 32 Unidades de Saúde da Família (USF) da Capital realizam a testagem para a doença. A profissional lembra a importância da janela de sintomas para cada tipo de teste. No caso do teste rápido, o exame é realizado com oito dias de sintomas que são sintomas de uma gripe comum: coriza, dor de cabeça, perda de olfato e paladar. Já o swab é feito após o paciente sentir três dias de sintomas da enfermidade. O paciente deve ir à USF mais próxima, não utilizar o transporte coletivo e usar a máscara de proteção. "Hoje a recomendação mais importante é que logo no surgimento dos primeiros sintomas suspeitos o paciente procure de imediato a unidade de saúde mais próxima de casa. Todas as nossas unidades estão aptas a fazer avaliação de síndromes gripais. A pessoa já sai de lá com agendamento de exame.”

A partir do monitoramento de casos diários, as equipes de saúde do Município têm observado que, no momento atual, os jovens são aqueles com menor adesão ao distanciamento social – e os que mais se contaminaram. Indivíduos entre 20 e 49 anos somam mais de 18 mil casos confirmados na Capital. No começo da pandemia eles apresentavam, em maioria, quadros leves. "Observamos mudanças. Não são mais casos apenas leves, agora temos muitos jovens entre os quadros médio e grave. Considerando o crescimento de infecções, estamos vivendo um cenário semelhante ao de agosto e setembro do ano passado, quando houve uma grande crescente. O que difere este momento atual é o fato de nossa taxa de internação estar muito maior. Outra diferença é a disseminação da doença estar mais rápida. Agora dentro de um mesmo domicílio está havendo mais casos do que antes", disse. 

Nesta terça-feira, 23, a taxa de ocupação dos leitos clínicos públicos e privados da Capital é de 66,1%. Já a ocupação dos leitos de UTI exclusivos para atendimento de Covid-19 é de 78,4%. As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) registram uma ocupação dos leitos de 28,6% na unidade da região Sul e 5,9% na unidade da região Norte da cidade.

Confira aqui o detalhamento do último monitoramento da Covid-19 em Palmas. Para conhecer as últimas medidas impostas pelo Município para estimular maior distanciamento da população, clique aqui.

As entrevistas estão disponíveis nos links:

https://globoplay.globo.com/v/9293205/?s=0s

https://www.cbntocantins.com.br/programas/cbn-tocantins/cbn-tocantins-1.318013/supostos-casos-de-nova-variante-do-coronav%C3%ADrus-em-palmas-s%C3%A3o-investigados-1.2202245