Agosto Dourado: Aleitamento materno deve ser mantido mesmo durante tratamento de doenças infecciosas

Secretaria da Saúde

Autor: Redação Semus | Publicado em 07 de agosto de 2019 às 15:44

  No mês dedicado ao incentivo à amamentação, especialistas da rede municipal abordam o tema


Sejam mães de primeira viagem ou as mais experientes, as dúvidas sempre surgem quando o assunto é amamentação, as mais frequentes são: “E se a mãe estiver em processo de tratamento de alguma doença infecciosa é preciso parar de amamentar?”; “O bebê pode contrair o vírus pelo leite?”. A pediatra da Secretaria de Saúde de Palmas (Semus), Patrícia Póvoa, explica que  a recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) é sempre que possível manter a amamentação.

 


“Dentre as principais vantagens de amamentar está o fato de que a criança amamentada ao seio está protegida contra alergias e infecções, fortalecendo com os anticorpos da mãe e evitando problemas como diarréias, pneumonias, otites e meningites. Além disso, a amamentação favorece o desenvolvimento dos ossos e fortalece os músculos da face, facilitando o desenvolvimento da fala, regulando a respiração e prevenindo problemas na dentição”, explica a pediatra.

 


Nem todas as mães com doenças infecciosas devem interromper a amamentação, principalmente nos seis primeiros meses de vida. A falta de conhecimento é o que leva a contraindicação do aleitamento materno para mães com doenças transmissíveis, uma vez que  a amamentação oferece mais benefícios do que riscos à vida da criança.

 


Há um número muito limitado de doenças em que a amamentação está contra indicada. No Brasil, somente as mulheres portadoras do HIV (vírus da imunodeficiência humana) e do HTLV (vírus T-linfotrópico humano) têm contraindicação para amamentar os filhos, e portadoras de herpes na mama em atividade.

 


Quem também defende a aleitamento materno até os seis meses de vida é a pediatra, da Fundação Escola de Saúde, Gecilda Ramalho. “Além de tudo a amamentação é mais prática, mais econômica e evita o risco de contaminação no preparo de outros leites. É comprovado que o aleitamento materno cria um vínculo entre a mãe e o bebê, proporcionando maior união entre eles. Há estudos que também sugerem que as crianças amamentadas são mais tranquilas, inteligentes e mais felizes. O leite materno é  rico em imunoglobulinas que ajudam na defesa do bebê, além de que o ato de amamentar promove segurança, carinho e amor”, explica a pediatra.

 


Doenças infecciosas 


 

A tuberculose é transmitida pela respiração e o bacilo transmissor não está presente no leite materno. Mas durante a amamentação alguns cuidados são necessários, caso a mãe esteja fazendo uso de medicamentos contra tuberculose, a pelo menos duas semanas não há problemas em amamentar o bebê. Caso não tenha ingerido o medicamento antes de duas semanas do início da amamentação, ela deve usar máscara.

 


Doenças com tratamento específico, como a hanseníase, a mãe pode retirar o leite e oferecer ao bebê na forma crua. A retirada deve ser feita de sete a oito vezes por dia para que a mãe mantenha a lactação e não cesse a produção de leite depois que estiver curada. Mesmo no caso das doenças em que o vírus se aloja no leite, há a possibilidade de manter o aleitamento. É o caso da zika, chikungunya, dengue e febre amarela, por exemplo. “Ao ingerir essas partículas junto com o leite materno, elas vão passar pelo estômago, sofrer a ação do próprio suco gástrico e enzimas, e assim, perdem o poder de infecção”, explica Gecilda.

 

 




Edição e postagem: Lorena Karlla