Campanha Setembro Amarelo propõe discutir o suicídio como forma de prevenção e promoção à saúde de crianças e adolescentes

Secretaria da Saúde

Autor: Redação Semus | Publicado em 30 de agosto de 2019 às 11:57

O público-alvo das ações são profissionais da saúde, educação, desenvolvimento social e conselhos tutelares

Como forma de prevenir os casos de suicídio na Capital, a Rede de Atenção Psicossocial de Palmas (Raps) vem articulando ações dentro da campanha do Setembro Amarelo para discussão do tema e promoção da saúde mental. Para isso, elaborou o Plano de Ação ao Comportamento Suicida e Automutilação na Adolescência, que será lançado no dia 04 de setembro, às 14 horas, na Universidade Federal do Tocantins (UFT). O público-alvo dos eventos do Setembro Amarelo são profissionais da saúde, educação, desenvolvimento social e conselhos tutelares. O material de orientação pode ser acessado por meio destes links agenda de eventos e material.

 

O plano traz orientações à sociedade quanto à necessidade de ter cautela ao abordar o assunto, pois muitas vezes os chamados “gatilhos” que levam uma pessoa a pensar em suicídio aparecem nas campanhas de prevenção. “É preciso falar sobre o suicídio sim, isso não leva as pessoas a pensar mais nele, mas é preciso fazer isso com cautela, principalmente quando não temos domínio técnico de alguns assuntos, como por exemplo, situações associadas à violência e abusos. Por isso, o foco deve ser a promoção da saúde mental nos contextos onde se vive, estuda ou trabalha”, ressalta a psicóloga e gerente de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde, Dhieine Caminski. 

 

Dhieine ressalta ainda que a prevenção às automutilações e intentos suicidas entre crianças e adolescentes implica em um ambiente de proteção desse público que envolve o apoio familiar, o diálogo aberto, acolhimento, relações afetivas significativas, ausência de bullying na escola, contato com família e desenvolvimento de rede de amigos.

 

“Precisamos falar sobre a vida, os sentimentos, as frustrações. Quanto mais diálogo tivermos com as crianças e adolescentes, menos intentos contra a própria vida teremos. E o mais importante, a Rede de Atenção Psicossocial de Palmas está aqui para apoiar essas pessoas em sofrimento e as famílias também”, ressalta.

 

 

Como atua a Raps

 

A atuação da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) vai desde o Centro de Saúde da Comunidade da sua quadra (CSC), aos Centros de Atenção Psicossocial (Caps II e AD III), até o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Hospital Geral de Palmas (HGP). Dependendo de cada caso essa rede será acionada pelos trabalhadores da Saúde, Educação, Desenvolvimento Social e o objetivo é a atenção ao sofrimento psicossocial que cada pessoa está vivendo. Neste link consta a localização de todos os serviços da rede.

 

 

Confira a programação

 

 

04 de setembro (quarta-feira)

14 horas - UFT

Plano de Ação ao Comportamento Suicida e Automutilação na Adolescência

 

16 de setembro (segunda-feira)

8 horas - IFTO

Sensibilização: Desconstruindo os mitos sobre o comportamento suicida

 

25 de setembro (quarta-feira)

14 horas - Auditório do ETI Almirante Tamandaré

Sensibilização: Técnicas de manejo ao comportamento suicida e automutilação na adolescência

 

27 de setembro (sexta-feira)

14 horas - Auditório da Defensoria Pública do Tocantins

Sensibilização: Desconstruindo os mitos sobre o comportamento suicida



Edição e postagem: Iara Cruz