Com aulas teóricas e práticas, profissionais do SUS são capacitados para o controle e prevenção da hanseníase

Fundação Escola de Saúde Pública

Autor: Redação Fesp | Publicado em 18 de setembro de 2019 às 11:20

Na sexta, 20, pela manhã, ocorrerão avaliações em pacientes no CSC da Arno 61

Cerca de 30 profissionais entre médicos, enfermeiros e fisioterapeutas do Sistema Único de Saúde (SUS) da Capital participam de uma jornada de capacitação para realização do diagnóstico e tratamento da hanseníase. A capacitação começou nesta quarta, 18, na Fundação Escola de Saúde Pública de Palmas (Fesp), situada no Instituto Vinte de Maio (IVM), e continua nesta quinta e sexta, 19 e 20, sendo que no último dia ocorrem aulas práticas com avaliação de pacientes no Centro de Saúde da Comunidade da Arno 61.

 

Durante os dois primeiros dias, acontecem aulas teóricas e práticas de Hansenologia e Prevenção de Incapacidade com a médica hansenóloga Seyna Ueno e a fisioterapeuta Flávia Medina. “Estamos numa região hiperendêmica e a melhor forma de quebrar a cadeia de transmissão é avaliar os contatos intradomiciliares que moram ou moraram nos últimos cinco anos com os pacientes diagnosticados. Isso não nos impede de avaliar os contatos sociais dos pacientes, que são as pessoas que convivem muito e que querem também ser avaliados como forma de prevenção”, disse a hansenóloga Seyna, ao mostrar um panorama da doença e das ações de controle na Capital.

 

Desde 2016, a Secretaria Municipal de Saúde implantou o programa ‘Palmas Livre da Hanseníase’ que contou com a consultoria do hansenólogo Jaison Barreto, do Instituto Lauro de Souza Lima (Bauru/SP). As aulas práticas possibilitaram aos médicos o conhecimento necessário para diagnosticar a doença que é negligenciada mundialmente. Em 2016 foram 662 novos casos, em 2017 foram 535 e em 2018, 765. “Esse programa serviu de modelo para o todo o País e o Ministério da Saúde implantou o programa Brasil Livre da Hanseníase, capacitando os médicos na prática em diversas cidades para fazer o diagnóstico precoce e promover o tratamento adequado dos pacientes”, conclui.

 

A médica Larajee Sá Silva, que atua pelo programa Mais Médicos no CSC Santa Fé, considera que a capacitação é fundamental para sua atuação na unidade. “Essa capacitação em hanseníase é importante principalmente porque aqui no Tocantins é muito prevalente. Como eu formei em outro estado, não tinha muito contato com hanseníase, então preciso muito dessas capacitações. Na unidade tenho cerca de 15 pacientes já em tratamento”, disse. 





Edição e postagem: Iara Cruz