Como reconhecer os sintomas de meningite e quais as formas de prevenção

Secretaria da Saúde

Autor: Redação Semus | Publicado em 22 de abril de 2019 às 11:20

 No caso de suspeita, o paciente deve ser notificado e encaminhado imediatamente para unidade hospitalar

No calendário de datas comemorativas da área de Saúde, dia 24 de abril é o Dia Mundial de Combate às Meningites. A doença consiste num processo inflamatório das membranas que envolvem o cérebro e da medula espinhal, causada por diversos agentes infecciosos, como bactéria, vírus e fungo, além de agente não infeccioso como traumatismo.

 

 

A meningite de origem bacteriana é causada pela bactéria Neisséria meningitidis (meningococos) e Haemophilus influenzae, sendo considerada a de maior relevância para vigilância em saúde, pelo risco de contágio. Por isso, o Grupo Condutor de Doenças Infectocontagiosas da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) faz o alerta para os principais sinais e sintomas.

 

 

“Febre alta que começa repentinamente, dor de cabeça intensa e contínua, vômito em jato, rigidez de nuca, prostração e confusão mental e podem surgir manchas vermelhas na pele, as chamadas petéquias. Em crianças menores de um ano de idade, além desses sinais e sintomas, podem apresentar irritabilidade e abaulamento de fontanela (moleira)”, ressalta a enfermeira Alcineia Ferreira.

 

 

A transmissão se dá de pessoa a pessoa, através das vias respiratórias, por gotículas e secreção da nasofaringe (nariz e garganta) e por contato prolongado, convivência no mesmo ambiente como residente na mesma casa, creches e alojamentos. “No caso de suspeita de meningite, o paciente deverá ser notificado e encaminhado imediatamente para unidade hospitalar, para avaliação médica e exames laboratoriais do líquor, que é o líquido que envolve o cérebro e medula espinhal. Caso seja confirmada a meningite, o tratamento é feito com medicamento específico”, complementa.

 

 

Casos em Palmas

 

Nos últimos cinco anos, foram registrados na Capital: cinco casos de meningite em 2014, sete casos em 2015, nove casos em 2016, oito casos em 2017 e 14 casos em 2018. A enfermeira reforça que a meningite pode deixar sequelas graves como distúrbio da linguagem, confusão mental, anormalidade motora, distúrbios visuais e auditivos e nos casos mais graves poderá haver a necessidade de amputação de membros devido à gangrena causada pelas lesões na pele, podendo levar a óbito em poucas horas.

 

 

Prevenção

 

A boa notícia é que é possível prevenir a doença, tomando alguns cuidados, como higiene corporal e ambiental adequada; evitar aglomeração; realizar quimioprofilaxia dos contatos íntimos de caso confirmado das meningites causadas pelas bactérias Neisséria meningitidis (meningococos) e Haemophilus influenzae; manter o cartão de vacinas atualizado.

 

 

As vacinas oferecidas gratuitamente pela rede pública previnem contra os vários tipos de Meningites, veja a seguir quais são:

 

 

- A BCG protege contra meningite tuberculosa e deve ser tomada ao nascer.

 

- A Meningocócica C protege contra doenças invasivas causadas pela bactéria Neisséria meningitidis, a primeira dose é aos três meses de vida, a segunda aos cinco meses e aos 12 meses toma-se o reforço. Mais um reforço deve ser feito na adolescência.

 

- A Pneumocócica 10 protege contra pneumonia, otite, meningite e outras doenças causadas por Pneumococo; também são três doses, uma aos dois meses de vida, outra aos quatro meses e o reforço aos 12 meses.

 

- A Hib, que está inclusa na vacina Pentavalente, protege contra meningite e outras doenças causada por Haemophilus influenzae B; a primeira dose é administrada aos dois meses, a segunda aos quatro meses e a terceira aos seis meses.

 

 

Casos na Capital por tipo:

 

2014 - cinco casos, sendo dois de meningite pneumocócica, um de meningite por outras bactérias e dois de meningite viral;

 

2015 - sete casos, sendo um de meningite pneumocócica, dois de meningite por outras bactérias, três de meningite viral e um de meningite não especificada;

 

2016 - nove casos, sendo um de meningite pneumocócica, dois de meningite por outras bactérias, um de meningite viral, dois de meningite não especificada e três de meningite outra etiologia;

 

2017 - oito casos, sendo um de meningite por haemophilus, um de meningite pneumocócica, dois de meningite por outras bactérias, três de meningite não especificada e um de meningite outra etiologia;

 

2018 - 14 casos, sendo um de meningite pneumocócica, seis de meningite por outras bactérias, três de meningite viral, dois de meningite não especificada e dois de meningite outra etiologia.