Cursos profissionalizantes capacitam contemplados em programas habitacionais

Secretaria de Habitação

Autor: Wédila Jácome | Publicado em 31 de agosto de 2021 às 12:53

Mais de quatro mil famílias de 17 empreendimentos já entregues pela gestão em Palmas começam a ser beneficiadas

Mais do que entregar casas às famílias, o programa habitacional desenvolvido pela Prefeitura de Palmas tem também como foco fomentar ações que ajudem esses moradores a se estabelecerem de forma digna em seus novos lares. E dentre essas ações de pós-ocupação estão os cursos profissionalizantes que irão atender 4.312 famílias de 17 empreendimentos já entregues pela gestão municipal.

Para a costureira Maria Divina, 44 anos, do empreendimento Javaé no setor Janaína, o curso de manicure abriu a sua mente para uma nova possibilidade de renda. “O que eu estou aprendendo aqui despertou em mim a vontade de trabalhar também como manicure e terminar essas aulas sendo uma das melhores profissionais”. O curso de manicure é voltado aos moradores dos empreendimentos Kraô, Karajás e Javaé, que também puderam se inscrever no curso de maquiagem profissional. Ambos estão sendo ministrados na Base Comunitária do setor Lago Sul.

Além da parte teórica e prática, as alunas do curso de manicure recebem um kit para que, ao fim das aulas, estejam prontas a gerarem renda. “Saindo daqui, essas alunas estarão prontas para o mercado de trabalho, tanto para trabalhar em salão como por conta própria, e já com o material básico necessário”, enfatizou a instrutora Viviane Pereira Silva, que atua como manicure há mais de 30 anos.

Mayane Silva, de 19 anos, trabalha como manicure em sua casa, mas sentiu a necessidade de atualização. “É uma coisa que gosto muito de fazer, não me vejo fazendo outra coisa. Aqui estou aprendendo novas técnicas, como preparação do esmalte para fazer francesinha e precificar o meu serviço”. A moradora do residencial Javaé acredita que, após o curso, a quantidade de clientes também irá crescer. “As pessoas dão muito valor se você tem certificado”.

Além da oportunidade de desenvolver habilidades para o mercado de trabalho, os cursos chegam como esperança e até mesmo como forma de “remédio contra a depressão”. “Comecei o curso de maquiadora porque estava com depressão, me sentindo inútil, agora parece que uma porta abriu para mim, agora enfim vou ter uma profissão”. Com esse sentimento, a desempregada Noélia de Oliveira, de 32 anos, e mãe de quatro filhos, descreve a importância do curso para mudar a sua realidade.

Para o empreendimento Flores do Cerrado o curso disponibilizado foi o de Operador de Computador, que transmite noções básicas de Word, Excel, Powerpoint, elaboração de textos oficiais, planilhas e montagem de apresentações. A capacitação é realizada no Centro de Formação Profissional do Senai, em Taquaralto. “Precisava desse curso para melhorar meu currículo. Para aonde vou procurar emprego, sempre me perguntam se tenho conhecimento básico de informática, e eu não tinha”, relatou Mapol de Souza Silva, 30 anos.

O projeto social

Ao todo, o projeto de trabalho técnico social contemplará 180 ações que atenderão 21.709 pessoas, e conta com a parceria da Caixa Econômica Federal. Antes da escolha dos cursos para cada empreendimento, foi feito um diagnóstico social que apontou as principais demandas profissionalizantes, tendo como foco também a demanda de profissionais do mercado de trabalho em Palmas.

Os moradores fizeram a inscrição durante o plantão social, realizado no próprio empreendimento. Os cursos são gratuitos, incluindo material didático, lanche e transporte, no caso de curso longe do empreendimento. “Uma iniciativa para evitar que o cidadão não desista do curso”, esclarece o secretário de Habitação Fábio Frantz.

O secretário detalha que há um planejamento por parte do município para inserção dessas pessoas no mercado de trabalho, após os cursos. “Temos todo um levantamento, um diagnóstico realizado em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, atrelado ao Sine. Inclusive a empresa contratada que foi o Senai tem um banco de necessidades da indústria que faz essa ligação, assim que essas pessoas se formam”, disse.