Fesp realiza V Encontro de Educação Popular em Saúde para profissionais de Palmas

Fundação Escola de Saúde Pública

Autor: Redação Fesp | Publicado em 11 de junho de 2021 às 10:51

Evento on-line tratou sobre a história e a importância do SUS, o conhecimento tradicional e a economia solidária

O V Encontro de Educação Popular em Saúde da Fesp, que ocorreu de forma remota, nesta quinta-feira, 10, promoveu diálogos e troca de conhecimentos sobre importantes temas relacionados direta ou indiretamente à saúde e contou com a contribuição de profissionais da saúde, ambientalistas e ativistas sociais de diversas regiões do País. As linguagens artísticas, musical e poética, também trouxeram reflexões sobre o que significa Educação Popular e qual o seu papel na saúde pública.

 

Para a presidente da Fesp, Marttha Franco Ramos, encontros como este são enriquecedores.  “Este encontro histórico trouxe ainda mais convicção e forças para erguer as bandeiras da Educação Popular, da saúde pública como direito e do SUS como uma conquista”, ressaltou.

 

O médico, escritor e professor Eymard Mourão Vasconcelos, um dos facilitadores do evento, relembrou a importância que o interior do Brasil teve na luta pela implantação do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ele, o Tocantins fez parte do processo, antes mesmo da sua criação, com a cidade de Porto Nacional protagonizando “um trabalho comunitário de extrema relevância”, liderado pelos médicos Eduardo Manzano e Heloísa Lotufo Manzano, junto à organização não-governamental Comsaúde.

 

No período da tarde, a pedagoga e ativista social Judite da Rocha falou sobre “Práticas Integrativas e Complementares”, uma política adotada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo SUS que faz uso do conhecimento tradicional e popular nos tratamentos preventivos e curativos, sendo as plantas medicinais uma de suas maiores contribuições.

 

A professora, que também faz parte do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), destacou os impactos sociais e culturais na saúde dos que perderam as suas chácaras ou casas localizadas nas proximidades dos rios. “Essas pessoas, em geral, são colocadas em assentamentos que não possuem posto de saúde e o atendimento é feito, em muitos casos, por membros da comunidade que detêm o conhecimento e que fazem atendimentos com chás, plantas, óleos e outros recursos”, afirmou.

 

O evento contou ainda com a participação do geógrafo e ambientalista Fernando Gomes e da a professora e ativista social Luciana Pereira. Ambos relataram as suas experiências nos movimentos sociais e destacaram temas como a permacultura e a economia solidária. Segundo os facilitadores, esses conceitos estão totalmente interligados porque consistem em romper com os padrões atuais de produção e consumo, que têm se mostrado insustentáveis para o Planeta e para a humanidade.