Leishmaniose visceral ou calazar: saiba como prevenir

Secretaria da Saúde

Autor: Redação Semus | Publicado em 14 de janeiro de 2019 às 16:32

A doença é grave e pode levar a morte seres humanos e animais, principalmente os cães


Conhecida também como calazar, a leishmaniose visceral é uma doença grave que, se não tratada, pode levar à morte de pessoas e animais, principalmente os cães.  A Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses (UVCZ) de Palmas registrou em 2018,  2.454 casos em animais e três óbitos em seres humanos, vítimas do Calazar.



O causador da doença é o parasita Leishmania infantum, que pode se alojar na medula óssea e órgãos como baço e fígado. Tanto pessoas quanto animais podem contrair o Calazar pela picada do mosquito-palha (flebótomo).

 

 

A bióloga do UVCZ, Lara Betânia, explica que nos animais os sintomas são: feridas que não cicatrizam, principalmente ao redor dos olhos, ponta das orelhas e focinho, emagrecimento, falta de apetite, conjuntivite, crescimento exagerado das unhas, dentre outros. “Por serem sinais clínicos comuns a diversas outras doenças, apenas o exame laboratorial pode confirmar o diagnóstico”, alerta a bióloga.



Nos seres humanos os indicativos também são pouco específicos para a doença, mas quem apresentar febre por mais de sete dias deve procurar o Centro de Saúde da Comunidade (CSC) mais próximo. Quem possuir animais soro positivo para doença, também devem fazer o exame caso apresente algum sintoma.



O exame em cães pode ser realizado na UVCZ de Palmas, em horário comercial, para os residentes no Município, ou em clínicas veterinárias particulares e é feito por meio de amostra de sangue. A UVCZ faz o teste rápido de triagem e encaminha a amostra para o Laboratório Municipal que realiza o exame sorológico.



Como prevenir?

 


Diversas medidas podem ser tomadas para evitar a transmissão da doença para os cães, dentre elas: manter o quintal sempre limpo, eliminar matéria orgânica como restos de folhas e frutos, lixo e fezes de animais.

 


Não deposite lixo em terrenos baldios ou locais inadequados, se possível use telas em portas e janelas de casa e canis. “Outra ação importante é a castração dos animais para controlar a transmissão da doença, com o controle populacional animal é possível a diminuição dos reservatórios”, explicou a coordenadora do UVCZ, Betânia Costa.



 

Tratamento



De acordo com as diretrizes preconizadas pelo Ministério da Saúde entre opções estão a eutanásia ou o tratamento, que é realizado somente em clínicas particulares. Os animais contaminados apresentam uma melhora na qualidade de vida, mas na maioria dos casos, o cão continua com o parasita no organismo, exigindo acompanhamento médico-veterinário periódico e constante.






Edição e postagem: Lorena Karlla