Moradores do Setor Sul são orientados a como combater corretamente o Aedes aegypti

Secretaria da Saúde

Autor: Redação Semus | Publicado em 21 de dezembro de 2018 às 15:32

  Logo cedo, servidores e voluntários percorreram os imóveis levando orientação e eliminando focos do mosquito


O Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa) feito recentemente pela Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses (UVCZ) apontou uma infestação predial de 4,1 em Palmas. Preocupados com a situação, os servidores do Centro de Saúde da Comunidade Hermes Damaso, no Setor Sul, mobilizou na manhã desta sexta-feira, 21, voluntários e agentes de endemias para percorrer os mais de 1,4 mil imóveis do bairro, orientando moradores e comerciantes sobre o papel de cada um no combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

 


“A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos está na região, já limpou diversos lotes baldios e áreas verdes e nós aproveitamos para passar nas casas e nos comércios para reforçar que os moradores também devem fazer a sua parte. Porque a luta contra o Aedes é de todos nós”, dizia o coordenador do CSC Hermes Damaso, Irineu Santos, a todos os moradores visitados, aproveitando ainda para alertar sobre os cuidados com a leishmaniose.

 


Em alguns locais ficou evidente, a necessidade de um cuidado maior com o quintal e sempre que os agentes encontravam objetos acumulando água, tratavam logo de eliminar os focos. A dona de casa Vera Lúcia Sampaio mora ao lado de um terreno baldio, cujos vizinhos aproveitam para jogar lixo e até fazer o descarte irregular de água. No local haviam pneus cheios de larvas que foram eliminadas pelos agentes. “Eu mesmo não dou conta de abaixar e catar todos esses materiais, meu marido que faz a limpeza direto do terreno, mas os vizinhos não deixam de sujar”, disse a dona de casa, contando ainda que o marido e a filha já tiveram chikungunya e a netinha teve zika.

 


Numa oficina próxima, muitas garrafas de cerveja acondicionadas de forma incorreta, facilitando a reprodução do mosquito. “Direto eu reforço o dono quanto a limpeza do local, porque ele mesmo mora aqui, mas eu só venho para trabalhar. Acho muito interessante esse trabalho de vocês de puxar a orelha mesmo da população, falar o que está errado e orientar a fazer da maneira correta”, disse o mecânico Edimilson Rodrigues.

 


Na casa da dona Socorro Leite e do senhor Francisco Sisto, tudo em ordem, quintal com muitas plantas e bem cuidado. “Aqui não deixamos acumular água de jeito nenhum, choveu, já vistorio o quintal. Agora vamos iniciar umas mudanças aqui, tirar todo esse encanamento aparente e ligar direto na rede de esgoto e drenagem, fazer um comedouro e um bebedouro para o cachorro para facilitar inclusive essa limpeza diária”, reforçou Sisto.

 


A aposentada Daguimar dos Santos também tem o quintal limpo, cheio de plantas e bem cuidado. “Encontraram um recipiente aqui com água, que acredito que tenha sido deixado pelos meninos que estão trabalhando aqui na reforma da minha casa. Porque no dia a dia, eu mesmo limpo tudo e não deixo nada acumular água”, disse.

 


O quintal da dona Gildete Pereira Carvalho estava cheio de entulhos, mas segundo ela, na próxima visita estará tudo limpo. “A agente de saúde passa aqui direto e eu entretida nos afazeres do dia a dia, acabo esquecendo essa parte, mas pode deixar que vou limpar tudo, não quero adoecer não”, afirmou Gildete se comprometendo com as agentes comunitárias de saúde, Maria dos Reis e Roselina Lemos.

 

 

 

 

Edição e postagem: Lorena Karlla