Mulheres representam 60% dos microempreendedores do Banco do Povo

Banco do Povo

Autor: Samara Martins | Publicado em 08 de março de 2017 às 09:47

A igualdade de direitos é há décadas uma luta das mulheres no mundo, sendo o ingresso no mercado de trabalho um dos desafios enfrentados pela maioria, o que tem levado a muitas a terem uma alternativa na abertura de um empreendimento próprio. Em Palmas estas mulheres têm encontrado suporte para a obtenção de recursos nos empréstimos do Banco do Povo.

 

Conseguir independência financeira, a liberdade de ser dona do próprio negócio, está entre os motivos que levam mulheres a serem microempreendedoras. Nos últimos cinco anos elas representam 60% dos beneficiários que buscaram o suporte do Banco do Povo para conseguir recursos para seus empreendimentos.

 

Este é o caso da cabeleireira Leidione Vieira dos Santos, que abriu um salão de beleza em 2002, e há dois anos recorreu ao empréstimo do Banco do Povo para melhorar a estrutura do seu negócio e obter recursos para capital de giro.

 

“Decidi abrir o meu salão para ter liberdade, ser dona do meu nariz. Hoje, além de estar melhor financeiramente, o meu compromisso é apenas com minhas clientes. Além disto, estou mais perto do meu filho”, explica.

 

Para Leidione, contar com um empréstimo direcionado aos microempreendedores foi fundamental para a continuidade do seu negócio. “Estava com dificuldade financeira, o empréstimo me possibilitou climatizar o salão e investir em produtos. Esse empréstimo é perfeito, extremamente necessário para o pequeno. Acredito que investindo no pequeno melhora a circulação de dinheiro”, contou, acrescentando que irá quitar o primeiro empréstimo para adquirir outro.

 

Só nos últimos dois anos, as mulheres representaram a metade das pessoas que recorreram ao Banco do Povo, buscando ampliar seus empreendimentos, ou abrir um novo negócio. Este é o caso da lojista Simeia Oliveira Gomes, que já recorreu ao empréstimo duas vezes, para conseguir capital de giro, e estruturar seu negócio. 

 

“Trabalhei no mercado formal como empregada, mas tinha vontade de ter mais independência, e o caminho foi abrir minha loja. É difícil, porque as mulheres possuem mais atribuições, mas se a gente for à luta, a gente consegue”, frisou.

 

 O empréstimo foi importante para Simeia, em dois momentos, em 2008, quando foi utilizado para repor mercadorias, e em 2016, quando decidiu ampliar sua área de atuação, e comercializar produtos de beleza.  “Não é complicado conseguir o empréstimo do Banco do Povo, o processo é rápido e ajuda muito quem quer investir”, explica.

 

A também cabeleireira Paulicéia Moraes de Oliveira encontrou no Banco a opção para iniciar seu negócio. O empréstimo foi utilizado para abrir seu salão de beleza, logo após concluir o curso de formação profissional.

 

“Procurei todos os bancos, e quando eu conseguia algo, era um valor muito baixo, que não dava nem para comprar as cadeiras. Só no Banco do Povo consegui ajuda, foram muito atenciosos, e a parcela é facilitada”, explicou Paulicéia.

 

Dados


- Total de microempreendedores atendidos de 2013/2016: 847 empréstimos;

- Percentual de atendimento ao sexo feminino: 60%;

- Principais áreas atendidas: serviços, cabeleireiras, costureiras, agricultura familiar e comércio em geral.

 

Cenário

 

O Brasil possui mais de 7,3 milhões de mulheres empreendedoras. Isso representa 31,1% do total de 23,5 milhões de empreendedores que empregam no país, segundo dados de um estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), divulgado em 2015.

 

Entre 2003 e 2013, a quantidade de donas de negócios subiu 16% no país. A busca por qualificação técnica por parte das mulheres segue o mesmo caminho. Se, em 2005, elas eram responsáveis por 20% das matrículas em cursos técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), em 2015, eram 33%. Áreas antes dominadas pelos homens contam com presença cada vez maior delas. As mulheres já são maioria em cursos dos setores de têxtil e vestuário, alimentos e bebidas e couro e calçados.