Pioneiros no Servir: exemplo de quem participou da luta pela criação do TO e sente orgulho de ser servidor em Palmas

Instituto 20 de Maio de Ensino, Ciência e Tecnologia

Autor: Neuracy Viana | Publicado em 25 de outubro de 2019 às 09:44

Lázaro Antonio de Amorim atuou na Conorte e, como servidor, viu muitas mudanças ocorrerem no serviço público

Palmas nem existia ainda quando Lázaro Antonio de Amorim, goiano da cidade de Trindade, veio morar no território que mais tarde pertenceria à Capital do estado do Tocantins. Acompanhado dos pais e três irmãos, chegou à região da Piabanha, próximo ao distrito de Taquaruçu, no dia 18 de dezembro de 1980. Sua relação de amor com Palmas começou em momento anterior, mas sua trajetória no serviço público municipal teve início no ano de 1990, antes de ser aprovado no primeiro concurso realizado pela Prefeitura, em 1992. De lá para cá, acompanhou várias mudanças, encarou muitos desafios e obteve diversas conquistas. Sua história e memórias poderão ser conferidas nesta última matéria da série ‘Pioneiros no Servir', em homenagem ao Dia do Servidor Público, celebrado nessa segunda-feira, dia 28.

 

Lázaro Amorim se recorda, com emoção, do primeiro dia em que subiu a rampa do antigo Paço Municipal para começar sua carreira no serviço público municipal, em 1º de agosto de 1990. Dois anos depois, no dia 23 de julho de 1992, tomava posse como servidor efetivo, no cargo de assistente administrativo, após aprovação no concurso.

 

Amorim revela que nunca havia pensado na possibilidade de se tornar um servidor público, mas essa característica de servir e contribuir sempre esteve presente em sua vida. Segundo relata, terminou o primário em Taquaruçu, e lá se envolveu com os movimentos estudantis. Anos mais tarde, foi convidado para participar dos movimentos pela criação do Estado do Tocantins pela Comissão de Estudos dos Problemas do Norte (Conorte), e depois participou diretamente da comissão que criou o município de Taquaruçu para dar origem à Capital, Palmas. “Em função da criação do município de Taquaruçu, vim contribuir como servidor da Prefeitura de Palmas, a partir do dia 1º de agosto de 1990”, lembra-se, comentando que são muitas histórias agradáveis.

 

Das suas experiências como servidor da Prefeitura de Palmas, a que mais lhe traz recordação é em relação ao ônibus funcional, numa época em que os servidores eram transportados para dar expediente no antigo Paço Municipal. “Não tinha linha de transporte coletivo e nem ônibus fixo para transportar o pessoal, então a Prefeitura disponibilizava um ônibus que nos trazia de Taquaruçu, Taquaralto, Canela, Miracema, Porto...”, conta, citando que os ônibus estacionavam em frente ao Paço por volta de umas 7h50, trazendo os servidores, e depois levava a todos de volta. Assim funcionou o sistema de transporte dos servidores até o dia 31 de dezembro de 1992. A partir de 1993, Amorim informa que começaram a circular os ônibus coletivos e pararam de operar as linhas funcionais.

 

Legado positivo

 

Para o servidor, todos os gestores que passaram pela Prefeitura de Palmas, nesses 30 anos, deixaram um legado positivo. Ao longo de sua trajetória, o servidor cita que viu e acompanhou os primeiros concursos; as primeiras contratações; a implantação do Fundo Municipal de Assistência e Previdência (Fasen), no qual atuou por um período de sua vida funcional; a criação do Plano de Cargos e Carreiras; a chegada dos computadores e a estruturação do serviço público municipal. “Computador, na época, era só o que fechava a folha de pagamento, o resto era tudo máquina de escrever manual”, diz, acrescentando que, também, viu a criação do Plano Habitacional para o Servidor; a organização da carreira; e a construção e estruturação do prédio do PreviPalmas.

 

Amorim se orgulha de ter ajudado a fundar a Associação dos Servidores Municipais de Palmas (Assemp). Diante de tudo que já viveu e das experiências que adquiriu, para ele, na condição de servir ao público, o servidor tem que ser aquele que se dedica às pessoas que vêm em busca do serviço público. “Somos aqueles que temos que dar o nosso melhor para fazermos um atendimento bom, porque quem nos paga é o contribuinte.”

 

Nesse contexto de garantias de um atendimento público de qualidade, Amorim enfatiza a importância e a necessidade da qualificação para o servidor. “Antes, os cursos de qualificação eram feitos fora, depois foi criada a Escola de Gestão, que mais tarde passou a ser Escola de Governo, incorporada ao Instituto 20 de Maio”, eu considero um avanço para o servidor. Dos 600 aprovados no primeiro concurso público da Prefeitura, segundo destaca o servidor, a maioria que ainda está no serviço público já conta com nível superior.


Como servidor, Amorim diz que se sente realizado. “Não vim para a Prefeitura de Palmas pensando em ficar rico, mas sim em servir a população”, frisa, com orgulho, ao mencionar que, durante sua trajetória no Município, nunca pegou licença médica, atestado, e nem teve ponto cortado por qualquer motivo.

 


 Edição: Iara Cruz