Residentes da Fesp desenvolvem projeto que visa à qualidade de vida dos servidores

Fundação Escola de Saúde Pública

Autor: Redação Semus | Publicado em 13 de dezembro de 2018 às 17:18

 Projeto trabalhou autoconhecimento, manejo da ansiedade, resolução de conflitos e até educação financeira


Cuidar de pessoas é a rotina dos trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS), trabalho que exige não só técnica e conhecimento, mas dedicação, disciplina e amor ao próximo. Mas e quando um trabalhador do SUS adoece, quem cuida dele? Pensando na qualidade de vida desses profissionais, residentes do programa de Saúde Coletiva e do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) desenvolveram o projeto piloto Qualidade de vida no trabalho no Centro de Saúde da Comunidade Hermes Damaso, no Setor Sul, que contou com a adesão de 25 profissionais.

 

 

No encontro de encerramento realizado na manhã desta quinta-feira, 13, não faltou quem quisesse agradecer pelo autoconhecimento adquirido ao longo dos encontros quinzenais. “Para mim pessoalmente, me fez abrir um pouco mais a cabeça no sentido de cuidar um pouco mais da minha saúde, do meu bem estar, para que eu não chegue a adoecer de uma forma mais grave, mais séria, mas que eu possa estar bem comigo mesmo para que atender os pacientes da melhor forma possível”, pontua o médico de Saúde da Família, Leonnan Diniz, acrescentando que os encontros proporcionaram mais interação entre os colegas de equipe, fortalecendo vínculos.

 


A técnica em Enfermagem, Francisca Ribeiro, acredita que a equipe está mais unida. “Foi muito bom a questão do convívio com os colegas, a gente tem mais união, tem mais compreensão um com o outro. Às vezes a gente pensa que está certo e não dá ouvidos ao outro e aqui aprendemos a ouvir o lado do outro também, isso é muito importante”, pondera Francisca que atua no setor de triagem da unidade.

 


De acordo com o coordenador do Centro de Saúde, Irineu Santos, as melhorias refletem no cuidado com a comunidade. “Esse projeto veio a somar para toda a equipe, a gente vê o efeito no dia a dia, notável até com a comunidade, porque pudemos nos autoavaliar tanto na questão de controle emocional diante das diversas situações tanto no ambiente de trabalho como no âmbito familiar e pessoal de cada um. Houve mudança de comportamento na hora de lidar com uma questão de conflito, autocontrole para lidar com a situação, a equipe começou a produzir com mais qualidade”, pontua Santos.



Valorização do servidor

 

 

O projeto consistiu em seis encontros a cada 15 dias, com uma hora de duração cada, e trabalhou questões como autoconhecimento, técnicas de respiração para o manejo da ansiedade, orientações nutricionais, orientações para atividades físicas, aplicação da auriculoterapia, momentos de resolução de conflitos e organização e educação financeira. “Quando se fala em qualidade de vida, a gente tem que entender o sujeito como um ser biopsicossocial, tem que trabalhar nas esferas psicológicas e social para que ele sinta bem por completo. Então esse projeto tem por objetivo o reconhecimento do trabalhador para que ele se sinta valorizado e que isso venha repercutir no trabalho dele, porque a gente acredita que  um trabalhador que tem qualidade de vida, ele produz melhor, ele se sente mais à vontade para interagir no seu ambiente de trabalho”, ressalta uma das idealizadoras do projeto, a fisioterapeuta residente, Emery Morais.

 


“Esse foi nosso projeto aplicativo de conclusão de residência, foi um ano e meio idealizando até chegarmos nesse formato ouvindo as demandas do trabalhador e que deu certo aqui. Esperamos que esse projeto seja replicado em outras unidades, para que efetivamente possamos cuidar de quem cuida da comunidade”, conclui a psicóloga residente Even Amanda Alves.

 

 





Edição e postagem: Lorena Karlla