Tempo seco intensifica queimadas e população deve redobrar cuidados com problemas respiratórios

Secretaria da Saúde

Autor: Redação Semus | Publicado em 19 de junho de 2020 às 09:05

Medidas merecem ainda mais atenção durante a pandemia de Covid-19; idosos e crianças são os mais afetados

O período de seca chegou e com ele o período de queimadas em Palmas, criminosas ou acidentais, se espalham aos redores da cidade. Dados do Instituto Brasileiro de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que durante todo o ano passado, o Tocantins teve 33.081 focos de calor e é o segundo colocado no ranking brasileiro de queimadas. A Capital registrou 2.815 incidências em 2019. Já neste ano, de 1º de janeiro até esta sexta-feira, 19, o Estado registrou 18.642 focos de calor, enquanto que Palmas contabiliza 39 casos e ocupa, até o momento, a posição 75º no ranking de queimadas das cidades tocantinenses.

 

Segundo a Vigilância de Saúde Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), a tóxica composição da fumaça pode causar desde sintomas leves (ardência na garganta, tosse seca, cansaço, falta de ar, dificuldade para respirar, dor de cabeça, rouquidão e lacrimejamento e vermelhidão nos olhos) ao agravamento das doenças das vias respiratórias (rinite, sinusite, asma, bronquite), dentre outras doenças mais graves e até a morte.

 

Preocupada com o possível aumento das internações durante o período, a Vigilância em Saúde alerta a população para cuidados necessários nesse tempo que pode ser ainda mais crítico ao considerar a pandemia de Covid-19. Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) mostram que entre 2015 a 2019 a média da taxa de internações hospitalares por doenças respiratórias no Tocantins foi de 4,81 para cada mil habitantes, enquanto que na capital Palmas, no mesmo período, foi de 3,04/mil habitantes.

 

Dentre os pacientes internados, a maioria é de idosos, que apontou uma incidência de 68% dos casos, seguidos de crianças menores de quatro anos, que representa 46% das internações. A Vigilância em Saúde ambiental observa que embora as crianças sejam mais vulneráveis às doenças respiratórias, em idosos, os casos podem se agravar devido às doenças pré-existentes, com a pandemia de Covid-19, os cuidados devem ser ainda mais redobrados.

 

Para amenizar os efeitos das queimadas na saúde, a Vigilância em Saúde Ambiental recomenda alguns cuidados necessários. Dentre eles, evitar a proximidade com incêndios, manter uma boa hidratação, principalmente em crianças menores de cinco anos e idosos maiores de 65 anos, e manter os ambientes da casa e do trabalho fechados, mas umidificados, com o uso de vaporizadores, bacias com água e toalhas molhadas. Também é indicado e obrigatório usar máscaras ao sair na rua, evitar aglomerações em locais fechados, e optar por uma dieta leve, com a ingestão de verduras, frutas e legumes. Em caso de urgência também deve-se buscar ajuda médica imediatamente nos centros de saúde da comunidade ou em uma das UPAs da Capital.