Vigilância Sanitária: oficina aborda os perigos da venda e exposição de produtos derivados do tabaco

Secretaria da Saúde

Autor: Redação Semus | Publicado em 06 de junho de 2019 às 12:06

Evento teve início na última terça-feira, 04, e segue até quinta, 06, no auditório da Visa

Preocupados com a crescente oferta do número de produtos derivados do tabaco, a rede de saúde de Palmas, por meio da Gerência de Vigilância Sanitária (Visa), está promovendo a “I Oficina de Controle e Fiscalização de Produtos Fumígenos”. O evento iniciou na última terça-feira, 04, e segue até quinta, 06, no período das 8 às 18 horas, no auditório da Visa, na ACNE 01, Rua NE- 03, Lote 10.

 

O gerente da Vigilância Sanitária de Palmas, Márcio Trevisan, diz que é notório que o consumo de tabaco está mudando, estamos vendo novas propostas contendo cigarros eletrônicos, narguiles, essências, cigarros artificiais e que estão sendo oferecidos, consumidos e vendidos em bares, boates, e lojas que se dizem especializadas, além de tabacarias, por vezes em áreas públicas e até em casa. “A realidade nesse assunto é que se tenta desconstruir a imagem do dano à saúde do usuário que faz uso do tabaco. Ao sugerir que essa nova opção é isenta de riscos e consequências, é extremamente equivocada e desleal com a sociedade”, observa o gerente.

 

Ainda de acordo com Trevisan, para debater o assunto sob a perspectiva sanitária de promoção e proteção à saúde, técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), gestores e inspetores da Visa de Palmas, da Vigilância Sanitário do Estado e dos municípios de Porto Nacional, Paraíso, Gurupi, Araguaína, Guaraí e Augustinópolis estão participando da Oficina. “O tema não é tão simples, por isso é fundamental que tenhamos capacitações e explanações sobre o assunto. O tabagismo é uma doença crônica gerada pela dependência à nicotina, sendo responsável por aproximadamente cinco milhões de mortes por ano. Além de ser a doença considerada a maior causa de morte evitável e de maior crescimento no mundo, segundo informações da Organização Mundial de Saúde (OMS)”, destaca o profissional.

 

Questionado sobre as ações de vigilância sanitária nessa área, Trevisan explica que desenvolve ações específicas de intervenção nos riscos relacionados à venda e ao consumo de produtos fumígenos derivados ou não do tabaco.  “Para o controle do tabaco e principalmente proteger a saúde da população dos graves malefícios causados por ele e pela exposição à fumaça gerada, a regulamentação, o controle e a fiscalização dos produtos e de sua propaganda são essenciais”, lembra.

  

Para o gerente é necessário aprimorar as informações relativas à regulação, aos variados dispositivos para fumar; os perigos para a saúde resultantes do seu consumo; à fiscalização da propaganda; ao patrocínio e publicidade desses produtos; à promoção de ambientes livres de fumo, assim como a interpretação e utilização dos variados instrumentos legais, a capacitação dos servidores torna-se imprescindível, diante do exposto, expandir os conhecimentos e buscar mais informações.

 

 

  

 

 

Revisão e postagem: Iara Cruz