12/08/2019 às 14h15

Agosto Verde: produção de mel de abelhas sem ferrão gera rentabilidade para produtores

imageA dona de casa Maria Putêncio Reis, 34 anos, que possui uma chácara em Taquaruçu Grande, teve interesse em aprender sobre  meliponicultura após tentar conter por diversas vezes o avanço de um enxame em sua casa

A dona de casa Maria Putêncio Reis, 34 anos, que possui uma chácara em Taquaruçu Grande, teve interesse em aprender sobre meliponicultura após tentar conter por diversas vezes o avanço de um enxame em sua casa

Fotógrafo: Edu Fortes

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image “As pessoas precisam ter consciência sobre a importância das abelhas. Um dos insetos mais importantes da natureza”, informa o instrutor

“As pessoas precisam ter consciência sobre a importância das abelhas. Um dos insetos mais importantes da natureza”, informa o instrutor

Fotógrafo: Edu Fortes

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image“Sem abelhas não teremos comida. Elas desempenham um importante papel medicinal e terapêutico", destaca o instrutor da Embrapa, durante o evento

“Sem abelhas não teremos comida. Elas desempenham um importante papel medicinal e terapêutico", destaca o instrutor da Embrapa, durante o evento

Fotógrafo: Edu Fortes

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image A atividade faz parte da programação do Agosto Verde e seguirá na tarde desta segunda-feira e na manhã de terça-feira, 13, a partir das 8h

A atividade faz parte da programação do Agosto Verde e seguirá na tarde desta segunda-feira e na manhã de terça-feira, 13, a partir das 8h

Fotógrafo: Edu Fortes

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imageEstima-se que dois terços das espécies de plantas cultivadas no mundo dependem de pelo menos uma espécie de abelha para produzir frutos e sementes

Estima-se que dois terços das espécies de plantas cultivadas no mundo dependem de pelo menos uma espécie de abelha para produzir frutos e sementes

Fotógrafo: Edu Fortes

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Fernanda Mendonça


A produção de mel no Tocantins é uma atividade ainda pouco difundida, e tradicionalmente envolve as espécies mais comuns com ferrão que são a europeia e a africana. Mas uma alternativa vem ganhando cada vez mais espaço e chamando a atenção de produtores de Palmas: a meliponicultura – criação de abelhas sem ferrão. O conhecimento envolto desta atividade é tema da Oficina de Meliponicultura, iniciada na manhã desta segunda-feira, 12, na Escola de Tempo Integral (ETI) Fidêncio Bogo, em Taquaruçu Grande.


A atividade faz parte da programação do Agosto Verde e seguirá na tarde desta segunda-feira e na manhã de terça-feira, 13, a partir das 8 horas. A participação é gratuita, não sendo necessário realizar inscrição prévia. O evento também conta com a participação de alunos da unidade escolar.


Além da parte teórica com os ensinamentos sobre as particularidades de algumas espécies como a tiúba, marmelada-amarela, tubi bravo e uruçu amarela, todas cultivadas na ETI Fidêncio Bogo, os participantes receberam instrução sobre a construção das casas para abrir os enxames.


Conforme o instrutor, produtor e especialista em Meliponicultura, José Neuton Souto, o cultivo das abelhas sem ferrão é influenciado por diversos fatores e o manejo dependerá da finalidade que o produtor deseje. Como exemplo: a produção do mel, do própolis, cera e do néctar. “Um fator essencial é a alimentação. Assim como na pecuária, em que as pessoas se preocupam com o trato com o pasto, as abelhas também possuem o pasto, e no caso das sem ferrão é o pasto meliponicultor. Nesse local deve conter espécies de plantas direcionadas para melhor a alimentação das abelhas, como o mastruz, mamona, girassol, margaridão, acerola, cidreira, dentre outras espécies”, explica.


A dona de casa Maria Putêncio Reis, 34 anos, que possui uma chácara em Taquaruçu Grande, explica que teve interesse em aprender sobre  meliponicultura após tentar conter por diversas vezes o avanço de um enxame em sua casa. “Vimos que não seria mais possível combater, até porque não é o certo, e decidimos agora fazer o manejo adequado para garantir a sobrevivência dessas abelhas, além de extrair o saboroso mel para alimentar minha família”, explica entusiasma como os ensinamentos obtidos.


O aposentado Raimundo Neto dos Santos, de 56 anos, morador do Jardim Aureny IV, pretende explorar em sua propriedade rural, uma atividade de baixo custo, manejo facilitado e bom rendimento. “A meliponicultura despertou meu interesse e decidi participar da oficina para tirar dúvidas e saber de tudo que preciso para começar a cultivar. Estou muito entusiasmado”, conta.

 

Vantagens

 

Tiúba, marmelada e jataí são as espécies mais indicadas para produção em Palmas. Se o pasto meliponicultor apesar grande quantidade de flores para alimento das abelhas, maior será a produção.


No Tocantins, conforme o instrutor, cada enxame de abelhas sem ferrão tende a produzir um litro de mel por ano. O litro de mel é comercializado no Tocantins entre R$ 600 e R$ 1 mil.


Outra vantagem é o manejo, bem mais simples que o das abelhas com ferrão. Não exigindo tanto investimento e área mais delimitada.


Conforme a Embrapa, a meliponicultura é uma atividade sustentável que não prejudica o meio ambiente. O mel dessas abelhas possui 30% de água, já o tradicional apresentar 20%. Ainda conforme o órgão existe em torno de 600 espécies de abelhas da tribo meliponini em todo o mundo.

 

Conscientização

 

Souto também chamou a atenção para a preservação do meio ambiente e o papel vital das abelhas, que são responsáveis pela polinização e contribuem para a chegada de 75% dos alimentos até a mesa do brasileiro. “Sem abelhas não teremos comida. Elas desempenham um importante papel medicinal e terapêutico. Como por exemplo, a cura de infecções”, lembra.


Ainda conforme informações dos estudos viabilizados pela Embrapa, estima-se que dois terços das espécies de plantas cultivadas no mundo dependem de pelo menos uma espécie de abelha para produzir frutos e sementes.


A uruçu-boi e mumbucão então entre as espécies que correm risco de extinção. “As pessoas precisam ter consciência sobre a importância das abelhas. Um dos insetos mais importantes da natureza”, informa o instrutor ao lembrar que algumas plantas são tóxicas para as abelhas, como o ninho indiano, amplamente difundido no Brasil.

 

Mão na massa

 

Após o momento teórico e esclarecimentos, foi o momento de aprender a fazer as caixinhas que receberão os enxames. Feitas em madeira, essas casinhas possuem módulos conforme a dinâmica das abelhas. No caso da jataí, a caixa deve ser pensada em quatro módulos: ninho, sobre-ninho e duas melgueiras.


O tamanho também deve atender as especificações das abelhas sem ferrão, sendo 14 cm de largura por 14 cm de cumprimento, na parte interna da caixa para a espécie marmelada e 16 cm de largura por 16 cm de cumprimento para a jataí. As medidas devem ser avaliadas e instruídas por um especialista para que o enxame não sofra as consequências de manejo inapropriado.

 

Anote aí os próximos eventos do Agosto Verde 2019:


12/08: Dia técnico sobre meliponicultura  - ETI Fidêncio Bogo

Das 8h às 12h/ 14h às 18h: oficina de confecção de caixas para abelhas

13/08: Dia técnico sobre meliponicultura – ETI Fidêncio Bogo

08h às 12h: alimentação e manejo de abelhas sem ferrão

14/08: das 8h às 12h - Enxertia de tomate, mudas de jurubeba  - ETI Fidêncio Bogo

14/08: das 14h às 16h - Oficina de Compostagem – ETI Fidêncio Bogo

15/08: das 8h às 12h - Dia técnico sobre psicultura – ETI Fidêncio Bogo

20/08: Evento de valorização das mulheres rurais

21/08: Inauguração da Horta de Taquaruçu

22/08: Dia de campo sobre tecnologias rurais sustentáveis - Agrotins

23/08: Curso de produção intensiva de carne a pasto – Embrapa/Agrotins

27/08: Renova Sim – Parque da Pessoa Idosa

28/08: das 8h às 12h - Dia técnico da agroecologia – ETI Fidêncio Bogo

29/08: Workshop sobre plasticultura – ETI Almirante Tamandaré

30/08: Bem estar animal com foco na avicultura – Chácara Trem da Serra

 

 

Edição e postagem: Lorena Karlla

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