19/05/2020 às 17h45

Lutas e conquistas de técnicos de enfermagem são celebradas no mesmo dia em que Palmas completa 31 anos

image“Nos últimos dias minha vida mudou completamente, até mesmo o contato com as pessoas que moram comigo e isso acaba mexendo com o nosso psicológico”, afirma Susana Rodrigues

“Nos últimos dias minha vida mudou completamente, até mesmo o contato com as pessoas que moram comigo e isso acaba mexendo com o nosso psicológico”, afirma Susana Rodrigues

Fotógrafo: Raíza Milhomem

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imageA técnica em enfermagem Jeanne Soares Carvalho, 33 anos, resolveu dedicar sua vida para ajudar outras pessoas

A técnica em enfermagem Jeanne Soares Carvalho, 33 anos, resolveu dedicar sua vida para ajudar outras pessoas

Fotógrafo: Raíza Milhomem

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Redação Semus


Apesar do momento desafiador que o mundo atravessa durante a pandemia de Covid-19, essa quarta-feira, 20 de maio, é uma data importante para quem resolveu apostar a vida na terra do sol e do calor humano, é quando a capital do Tocantins completa 31 anos. A cidade que nasceu de uma ideia de separação do norte goiano se tornou referência e um ponto de apoio e oportunidades para muitos profissionais que sonhavam em construir uma carreira na última cidade planejado do Brasil. Entre essas profissões está a de técnico de enfermagem, que tem o seu dia celebrado mundialmente também nesta quarta, 20. A data foi instituída para homenagear essas pessoas, que junto com conhecimento técnico, carregam em seus jalecos, toucas e máscaras a dedicação, o carinho e o amor àqueles que tanto precisam de cuidados.


A técnica em enfermagem Jeanne Soares Carvalho, 33 anos, resolveu dedicar sua vida para ajudar outras pessoas. Natural de Filadélfia e palmense de coração há quase 20 anos, a profissional encontrou na mais nova Capital um ponto de morada, o sonho de construir uma família e a paixão pela área da saúde. “Sempre tive a intenção de não voltar. Criei raízes aqui e pretendo ficar para o resto da vida”, relata a profissional que há seis anos lida com pacientes de diversas enfermidades.


Jeanne compõe o quadro de 483 técnicos de enfermagem da Secretaria Municipal da Saúde (Semus), que ao lado dos médicos e outros profissionais na linha de frente do combate ao coronavírus, convivem com uma realidade que os coloca em situação de extrema vulnerabilidade face à doença. “No início foi bem angustiante. Estamos lidando com uma doença que não sabemos quais são os efeitos em nosso organismo, então, no começo foi pior, porque não tínhamos informação de nada. Mas agora a apreensão deu uma controlada. Porém, fico com medo porque tenho dois filhos e um deles é asmático, meu marido é hipertenso e o pânico maior é contaminar eles, que são do grupo do risco. Claro que eu também tenho medo de ficar doente, mas alguém tem que fazer esse papel de cuidar das pessoas. Acho muito bonita a grandeza de cuidar do ser humano e por isso amo o que eu faço”, conta.

 

Papel decisivo


O secretário municipal da Saúde, Daniel Borini, destaca que para ajudar os médicos a cuidar dos enfermos, os técnicos de enfermagem têm um papel decisivo em muitas situações, porque é quem lida primeiramente com o paciente, principalmente nos Centros de Saúde da Comunidade (CSCs). “Então esses profissionais compõem uma área da enfermagem essencial para que a prática hospitalar ocorra de maneira organizada e eficiente. Por isso, temos que parabenizar e honrar essas pessoas que deixam suas casas e suas famílias para amenizar o sofrimento de outras que tanto necessitam de cuidados”.


Com muitos anos nesta jornada, a técnica em enfermagem Susana Rodrigues de Andrade Oliveira, 40 anos, trabalha na área desde o início deste século. E durante todo esse tempo convivendo com pessoas entre a vida e a morte, ela confessa que nunca viu um momento tão difícil em sua carreira como este que o mundo vivencia nos últimos meses. “Tenho duas crianças em casa e além de trabalhar no Centro de Saúde da Comunidade (CSC), também faço jornada semanal no Hospital e Maternidade Dona Regina. E nos últimos dias minha vida mudou completamente, até mesmo o contato com as pessoas que moram comigo e isso acaba mexendo com o nosso psicológico. Gosto da minha profissão, me sinto uma pessoa necessária na sociedade. Mas às vezes é duro não poder abraçar direito os meus filhos”.


Susana garante que apesar de toda dificuldade, ela sente que é acolhida em Palmas, mesmo nos momentos mais difíceis e quando a pandemia passar, ela diz que já sabe qual será a primeira coisa que vai fazer na cidade. “Pegar minhas crianças e passar a tarde na Praia da Graciosa”.






Edição: Lorena Karlla 

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