Quinze
servidores da Rede de Saúde de Palmas concluíram na tarde dessa sexta-feira,
08, o curso de Aperfeiçoamento em Auriculoterapia. O encontro para a
apresentação dos projetos de intervenção, que serão efetivados nas unidades de
saúde onde cada profissional atua, ocorreu na sede do Instituto 20 de Maio de
Ensino, Ciência e Tecnologia (IVM).
Com
o conjunto de técnicas terapêuticas que buscam tratar o indivíduo como um todo,
por meio da estimulação de mecanismos naturais para gerar equilíbrio energético
do corpo e proporcionar saúde. A nutricionista Fernanda Noleto conta que com os
conhecimentos adquiridos no curso ela pretende fazer um levantamento buscando
analisar os prontuários dos usuários para identificar em quais patologias
poderá usar as técnicas.
“Sabemos que para os usuários com patologias
crônicas o tratamento terapêutico é mais uma alternativa para minimizar os
impactos causados por algumas doenças”, explica lembrando que pacientes com dor
crônica e aguda costumam superlotar as emergências, gerando gastos para o
sistema público de saúde. “Sessões de acupuntura podem aliviar estas dores,
reduzindo os custos dos serviços de saúde”, observa Fernanda Noleto.
A
acupunturista Carolina Galan fala que a técnica não é uma terapia mágica. “Como
qualquer outro tipo de tratamento clínico ou cirúrgico, pode proporcionar
resultados bons, regulares ou ruins. Em muitos casos, pode diminuir o uso de
medicamentos”, diz a especialista pesquisadora da Fundação Escola de Saúde
Pública de Palmas (Fesp).
De
acordo com a coordenadora do Núcleo de Educação Popular em Saúde (Nupops), a
enfermeira Gilmara Reis, o objetivo do curso é capacitar e ampliar os
conhecimentos dos profissionais em auriculoterapia para atuarem com maior
segurança e eficácia na assistência em situações clínicas e linhas de cuidado
prioritárias da atenção primária. “O mais importante é que foi uma formação
feita pelos trabalhadores para os trabalhadores do Sistema Único de Saúde na
perspectiva da educação permanente e houve envolvimento dos participantes que
se mostraram bastante interessados em aprimorar seus conhecimentos”, diz
Gilmara.
A
enfermeira explica ainda que os usuários atendidos pelo SUS poderão usufruir
das sessões de tratamentos, como o de auriculoterapia, com os novos profissionais
capacitados. “Para garantir o acesso do usuário às terapias alternativas, a
gestão vem desenvolvendo ações e serviços no SUS para a prevenção, promoção e
recuperação da saúde com métodos não convencionais, além de propor o cuidado
continuado, humanizado e integral dos pacientes. Fazem parte desses
procedimentos a homeopatia, a medicina tradicional chinesa, como acupuntura,
dentre outros”, ressalta a coordenadora.
Do curso
O
curso é uma estratégia de ampliação e qualificação das Práticas Integrativas e
Complementares por meio da medicina tradicional chinesa. As atividades
teórico-práticas ocorreram no período de 06 de abril a 08 junho de 2018, tendo
como facilitadores os acupunturistas Carolina Raquel Honório Galan, Alex Tosta
Martins e Mário Freire Silva Sobrinho.
Foram
oito módulos teórico-práticos semanais, nos quais foram revisados conceitos
anatômicos, fisiológicos, exame físico, diagnósticos, identificação de pontos
auriculares, protocolos clínicos, técnicas diversificadas (sangria e moxa) e
atendimento compartilhado e supervisionado. O público-alvo do aperfeiçoamento
foram os profissionais que concluíram a formação inicial oferecida pelo
Ministério da Saúde na modalidade educação à distância em 2017.

