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Redes sociais

Servidores da Saúde começam curso de Libras para melhor atender usuários surdos

 Abertura do curso, promovido pela Semus em parceria com a Semed, aconteceu na manhã desta segunda, 18

Servidores da Saúde começam curso de Libras para melhor atender usuários surdos

Data da publicação: 18/09/2017


Promover a integralidade do atendimento na rede de saúde municipal, buscando, neste momento, a inclusão social dos surdos aos serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Palmas. Pensando nesse público, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus), em parceria com Secretaria da Educação (Semed), realizou na manhã desta segunda-feira, 18, a abertura do Curso de Libras, que oferecerá aos trabalhadores que atuam nas unidades de saúde capacitação na Língua Brasileira de Sinais.



Durante a abertura, o secretário municipal de Saúde, Nésio Fernandes, lembrou que a utilização das libras facilitará a comunicação entre os surdos e os profissionais de saúde. De acordo com ele, a intenção é que os usuários surdos sejam compreendidos como uma comunidade que tem características comuns e devem ser reconhecidas como tal. “É preciso entender que existem outras linguagens além da fala, como, por exemplo, a língua de sinais. Esperamos que, com o curso, os profissionais da saúde possam entender melhor as necessidades, anseios e expectativas do usuário surdo, podendo assim, facilitar o atendimento a essas necessidades com maior clareza”, disse o secretário, acrescentando que a linguagem de sinais deve ser cada vez mais popularizada e incentivada.

 

Experiências

 

A psicóloga residente Kathy Menten, que atua no Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf), conta uma experiência vivida durante o seu atendimento ao usuário surdo. “Seria uma consulta como as outras do cotidiano, mas essa foi diferente. Eu tinha que saber compreender e me comunicar com o paciente com problemas auditivos. Ele precisava me explicar a sua dor e não havia intérpretes. É uma situação difícil. Foi aí que me chamou atenção para saber quantos usuários surdos tinha no meu território. Fui informada que era só aquele, mas na verdade não era. Eram muitos. Mas que não se aproximavam da unidade de saúde por receio ou medo de não serem compreendidos”, lembra a profissional, que concluiu o Curso de Libras neste ano.



A recepcionista do Centro de Saúde da Comunidade do Setor Novo Horizonte, Cleide Barros, trabalha na saúde há mais de 17 anos e diz que é a primeira vez que terá a oportunidade de fazer o Curso de Libras. “Tenho certeza que vou melhorar como profissional e poderei atender essa parcela da comunidade que tem surdez.”

 


A coordenadora da Fundação Escola de Saúde Pública de Palmas (Fesp), Juliana Bruno, falou na abertura do curso sobre a parceria com a Secretaria Municipal da Educação e lembrou que a realização do curso era um sonho antigo da gestão. “A acessibilidade de pessoas com deficiência aos serviços básicos no Brasil é precária. Queremos que aqui em Palmas essa realidade mude. E estamos começando esse processo como os trabalhadores que atuam na porta de entrada das unidades de saúde, mas pretendemos expandir para todos os profissionais da rede.”