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Biólogo da Semus orienta sobre cuidados com aranhas nesse período de chuvas

A aranha marrom tem hábitos noturnos e aloja-se em locais quentes e secos

Biólogo da Semus orienta sobre cuidados com aranhas nesse período de chuvas

Data da publicação: 16/02/2018


Os cuidados para evitar acidentes com aranha-marrom (loxosceles) devem ser redobrados nos meses de chuva. "A melhor forma de prevenção é a limpeza freqüente das casas, nos locais onde a aranha costuma se esconder", alerta o biólogo da Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses de Palmas (UVCZ), Jorge Luiz de Souza.

 

Palmas conta com um sistema integrado para atendimento dos casos de loxoscelismo, disponíveis nas 34 unidades de saúde e também na Unidade de Pronto Atendimento. Na rede municipal de saúde, o atendimento aos acidentes por aranha marrom é definido por um protocolo técnico, que serve como subsídio aos profissionais da área. Com base no protocolo, os profissionais da UVCZ foram capacitados, além de médicos e enfermeiros da Rede de Saúde da Capital.

 

O protocolo orienta o diagnóstico, a conduta adequada de acordo com a gravidade do caso e as medidas de prevenção. Nas unidades de saúde 24 horas, as vítimas de picadas recebem, além da atenção básica, o tratamento soroterápico.

 

Hábitos

 

A aranha marrom tem hábitos noturnos. Aloja-se geralmente em locais quentes e secos: atrás de quadros, móveis, cortinas e rodapés; nas frestas em geral; sótãos e porões; em roupas penduradas, roupas de cama e banho e em locais pouco freqüentados ou empoeirados.

 

Para capturar presas e depositar seus ovos, constrói teias irregulares, com aspecto de algodão esfiapado. Não é agressiva, picando somente quando se sente ameaçada – ao ser pressionada contra o corpo da vítima, por exemplo.

 

A picada da aranha marrom é praticamente imperceptível, o que dificulta a identificação das circunstâncias do acidente. Raramente a picada da aranha marrom forma lesão imediata. Os sintomas evoluem lentamente e nas primeiras horas lembram picada de inseto. O quadro pode evoluir para duas formas clínicas. A cutânea, que representa 99% dos casos, é caracterizada por em dor em queimação, edema endurado e eritema no local da picada, sintomas pouco valorizados pelo paciente. Os sintomas se acentuam entre 24 e 72 horas após o acidente.

 

Já na forma cutânea-visceral, a vítima apresenta palidez, icterícia e urina escura, sintomas que aparecem nas primeiras 36 horas após a picada. A evolução cutânea-visceral não tem sido registrada em Palmas nos últimos anos. Os casos graves podem evoluir para insuficiência renal aguda – principal causa de morte por loxoscelismo -, que surge de dois a cinco dias depois do acidente.

 

Cuidados

 

A vítima de aranha marrom deve aumentar a ingestão de líquido; manter a lesão limpa; evitar exposição ao sol e banhos quentes; retornar ao serviço de saúde nas primeiras 36 horas e, diariamente, até cinco dias, nos casos moderados. O paciente não deve manusear a lesão nem colocar produtos caseiros.

 

O biólogo da UVCZ, Jorge Souza, complementa que a população deve tomar os seguintes cuidados para se prevenir de acidentes com a aranha marrom: observar roupas e calçados antes de vesti-los; vistoriar roupas de cama e banho; fazer limpeza periódica atrás de quadros e objetos pendurados; manter os ambientes ventilados; eliminar teias; evitar o acúmulo de materiais de construção e vedar frestas ou buracos nas paredes.

 

 

(Edição/postagem: Iara Cruz)