Representantes da cultura reggae, artistas, coletivos culturais e instituições públicas participaram da 1ª Audiência Participativa sobre a Cultura Reggae em Palmas, realizada no Plenarinho da Câmara Municipal de Palmas na sexta-feira, 22. O encontro promoveu escuta, diálogo e construção coletiva de propostas voltadas ao fortalecimento do movimento reggae na Capital.
A atividade foi articulada de forma conjunta entre a Secretaria Extraordinária de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh), o Coletivo Somos, da Câmara Municipal e a Associação de Reggae de Palmas. O encontro contou com a presença de artistas da cena local, incluindo representantes de Palmas e Luzimangues, que se mobilizaram para participar da audiência após tomarem conhecimento da iniciativa.
Programação
Durante a programação, o secretário José Eduardo de Azevedo destacou a importância do diálogo direto com os movimentos culturais organizados e reconheceu a atuação da Associação de Reggae de Palmas na mobilização da comunidade regueira no município. Em fala durante o evento, o vice-presidente da associação, Mauro Silva, conhecido como DJ Panchinha, ressaltou o caráter coletivo e acolhedor do reggae, defendendo a cultura como espaço de paz, amizade e união entre diferentes grupos sociais.
A presidente da Associação de Reggae de Palmas, Raimunda Santos, também participou da audiência e realizou uma fala sobre os estigmas historicamente associados à cultura reggae. Em seu relato, destacou que os espaços frequentados pela comunidade regueira são ambientes de acolhimento e convivência humanizada, citando a experiência do próprio filho, uma criança neurodivergente que, segundo ela, é sempre bem recebida e se sente pertencente nesses espaços.
Encontro
Ao avaliar a realização da audiência, Raimunda classificou o encontro como um marco para o reggae em Palmas, destacando a importância do reconhecimento institucional e da abertura de diálogo entre poder público e movimento cultural. O momento também possibilitou o levantamento de demandas e propostas voltadas ao fortalecimento da cena regueira na Capital, além da apresentação, por parte do Coletivo SOMOS, de dois projetos de lei voltados ao reconhecimento e valorização da cultura reggae em Palmas.


