Dezessete residentes participaram, nesta sexta-feira, 7, em Palmas, da apresentação do Plano de Trabalho do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva da Escola de Saúde Pública de Palmas (ESPP) e Ulbra/Palmas. Com o tema ‘O território é o ponto de partida, a transformação é o compromisso’, o encontro teve como objetivo apresentar e alinhar o percurso metodológico que orientará a atuação dos residentes nas Unidades de Saúde da Família (USFs) até março de 2028.
O Plano de Trabalho prevê o desenvolvimento de etapas articuladas de territorialização, elaboração do Diagnóstico Situacional de Saúde, priorização e análise dos problemas identificados e construção de Projetos de Intervenção Territorial. As atividades serão desenvolvidas em conjunto com as equipes de saúde, a comunidade e os demais atores dos territórios, considerando as condições de vida e saúde da população e a capacidade de resposta dos serviços.
A coordenadora do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva ESPP/Ulbra/Palmas, Lordânia Moura Corrêa Ferreira, explicou que a proposta busca integrar a Atenção Primária à Saúde e a Vigilância em Saúde, fortalecendo a análise da situação de saúde, o planejamento territorial e a construção de intervenções voltadas aos problemas prioritários de cada território. O encontro também possibilitou o esclarecimento das etapas, das responsabilidades e dos produtos previstos, contribuindo para o alinhamento do processo de trabalho dos residentes nas unidades.
A superintendente de Vigilância em Saúde, Micheline Pimentel Ribeiro Cavalcante, ressalta que não é possível fazer saúde coletiva sem conhecer o usuário da rede municipal de saúde. "Descobrir o que não sabemos, notificar e ser resolutivo é um princípio da Atenção Primária à Saúde e da Vigilância em Saúde. Os residentes estão aprendendo a importância disso", disse.
O enfermeiro residente Murilo Pereira de Souza também participou da capacitação. "O conhecimento adquirido aqui, somado à experiência no SUS, vai trazer bons resultados. É muito importante para nossa formação profissional", avaliou.
Já a psicóloga residente Nathália Hanny afirmou que, antes da capacitação, a prática cotidiana não era tão palpável. "Agora é algo real. Tenho uma direção e objetivos para colocar em prática", disse.
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