A Escola Municipal Degraus do Saber, localizada na Arse 101 (1004 Sul), transformou-se em um verdadeiro laboratório de conhecimento na manhã desta quarta-feira, 30. Crianças do 1º e 2º anos do ensino fundamental apresentaram os resultados da Feira de Ciências 2026, que este ano trouxe o tema ‘Mulheres que fazem Ciência’. A iniciativa teve como objetivo valorizar a contribuição feminina na saúde, inovação, sociedade e meio ambiente, conectando os pequenos ao universo científico por meio de pesquisas e atividades práticas.
Ao todo, 16 turmas participaram do projeto, que teve como inspiração para os trabalhos a trajetória de três grandes pesquisadoras: Ane Alencar, Glêndara Aparecida de Souza e Maria Tereza Piedade.
A pesquisa das crianças foi além da teoria e envolveu observações reais do cotidiano local. A pequena do 1º ano Maria Laura Goes Cerqueira, de 6 anos, compartilhou o que aprendeu com os estudos. Ela conta que pesquisou sobre Ane Alencar e os impactos do fogo na Amazônia e no Cerrado. “Nós fomos num local aqui em Palmas que estava todo queimado e o solo ficou desprotegido e cheio de rachaduras. Você sabia que um solo protegido é aquele que tem vegetação e animais? Já um solo desprotegido por causa das queimadas fica sem a vegetação e pode matar os animais? Por isso, o fogo é muito ruim para a natureza”, explicou a pequena cientista.
Outro destaque da manhã foi o trabalho de Ana Liz Falcão, também do 1º ano. Ela apresentou o projeto ‘Quando o Fogo Transforma o Solo’, reforçando a urgência do cuidado com o meio ambiente. O pai de Ana Liz, João Martins dos Santos Filho, expressou o orgulho da comunidade com o nível do evento. “Quero parabenizar toda a escola pela realização dessa feira, que trouxe um tema tão importante. Ver minha filha aprendendo, pesquisando e descobrindo que a ciência também é feita por mulheres que transformam o mundo é de suma importância. Toda a equipe está de parabéns: professores e, principalmente, as crianças, que deram um verdadeiro show de aprendizado”, declarou.
Parceria entre escola e família
De acordo com a diretora da unidade escolar, Welma Milhomem, a preparação do evento envolveu a comunidade escolar de forma integral. Em casa, com o apoio dos familiares, os pequenos cientistas confeccionaram cartazes, montaram maquetes demonstrando os impactos das queimadas e realizaram até a coleta de frutos típicos do Cerrado e da Amazônia.
Para a diretora, o envolvimento e a presença da comunidade mostraram o sucesso do evento, que contou ainda com a presença da pesquisadora Glêndara Aparecida de Souza, que interagiu diretamente com os alunos. “O estímulo à investigação científica deve começar desde a infância, pois assim a criança desenvolve a curiosidade pelo conhecimento científico desde cedo”, afirmou.
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