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Escola Municipal Anne Frank estimula gosto pela matemática com desafios e olimpíadas

Estratégia pedagógica adotada pela unidade de ensino tem contribuído para a evolução do aprendizado na disciplina

Escola Municipal Anne Frank estimula gosto pela matemática com desafios e olimpíadas

Uma das atividades que ajudaram a aproximar a disciplina do universo dos estudantes foi o projeto ‘Álbum de Figurinhas da Matemática da Copa do Mundo’

Data da publicação: 10/09/2026

Crédito da foto: Milena Botelho


“Eu comecei a gostar mais de matemática depois de participar das olimpíadas”. “A gente aprende de um jeito diferente e começa a gostar de resolver os desafios.” Os relatos dos estudantes Isabelly Alcanfor, do 9º ano, e Lorenzo Dalfin, 8º ano, da Escola Municipal Anne Frank, em Palmas, revelam uma mudança que vai além das notas: a matemática passou a ser vista por eles como um desafio possível, divertido e cheio de oportunidades.

Esse envolvimento é resultado de uma estratégia pedagógica que vem sendo construída pela unidade de ensino para estimular o interesse dos alunos pela disciplina e desenvolver uma verdadeira mentalidade olímpica, baseada na curiosidade e na resolução de problemas.

Ao longo de 2026, os estudantes participaram de diferentes competições de conhecimento, entre elas a Olimpíada Brasileira de Matemática (Obmep), a Obmep Mirim, a Olimpíada Canguru de Matemática, a Olimpíada Mandacaru, a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e, mais recentemente, a Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira (Olitef).

A participação em diferentes olimpíadas tem permitido aos alunos entrar em contato com questões e situações que exigem estratégias e concentração. O resultado já aparece nas premiações conquistadas pelos estudantes e também no desempenho cotidiano em sala de aula.

Notas em crescimento

Os professores de Matemática Celso Machado e Wanderson Pereira destacam que o envolvimento dos estudantes tem contribuído diretamente para a evolução do aprendizado. “Eles passaram a demonstrar mais interesse em resolver questões, buscar diferentes estratégias e persistir diante de problemas que, inicialmente, pareciam difíceis”, observou o professor Wanderson.

Esse processo também vem refletindo nas avaliações. A diretora da unidade, Luciana Malagó, disse que houve uma elevação das notas em matemática, resultado que, para ela, é associado ao trabalho contínuo de estímulo ao raciocínio e à resolução de problemas.

Matemática no cotidiano

Uma das atividades que ajudaram a aproximar a disciplina do universo dos estudantes foi o projeto ‘Álbum de Figurinhas da Matemática da Copa do Mundo’, desenvolvido às vésperas da Copa do Mundo. “A montagem do tradicional álbum de figurinhas foi transformada em uma ferramenta de aprendizagem que mobilizou toda a escola. A partir do futebol, os estudantes tiveram contato com conteúdos matemáticos de maneira mais lúdica e significativa”, relembra Luciana.

Outra ação de destaque foi a realização, em maio, da 1ª Semana da Matemática da Escola Municipal Anne Frank. A programação criou um espaço específico para desafios, raciocínio lógico, resolução de problemas e atividades que despertaram a curiosidade dos estudantes.

Mais do que medalhas

O professor Celso Machado destaca que a chamada mentalidade olímpica não está relacionada apenas à conquista de medalhas. “Resolver uma questão difícil exige tentativa, erro, persistência e, muitas vezes, a busca por um novo caminho. A medalha, nesse contexto, representa o reconhecimento de um esforço. Mas, para os professores, uma conquista ainda maior acontece quando o estudante que antes tinha dificuldade passa a acreditar que é capaz de resolver um problema”, descreveu.

Esse processo já apresenta resultados. A escola teve estudantes premiados em competições no ano passado e, em 2026, ampliou a participação em diferentes olimpíadas, com novas premiações. Agora, a comunidade escolar aguarda alcançar um resultado histórico na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep).

 

Estratégia pedagógica também vem refletindo na elevação das notas dos estudantes na disciplina de matemática - Foto: Divulgação

 

Lorenzo Dalfin, 8º ano, disse que os alunos aprendem matemática de um jeito diferente e começam a gostar de resolver os desafios - Foto: Divulgação

Texto: Milena Botelho

Edição: Iara Cruz