A Escola de Tempo Integral (ETI) Cora Coralina tem desenvolvido, ao longo do mês de setembro, uma programação voltada à conscientização sobre saúde emocional e valorização da vida. As ações têm como foco o engajamento dos jovens, promovendo um ambiente seguro para o debate.
Na última segunda-feira, 14, os estudantes que integram as atividades do projeto desenvolvido pelo Instituto Nação Rap na escola participaram de uma palestra com a psicóloga Laís Tarissio. O encontro foi pensado especialmente para abordar questões relacionadas à realidade de crianças e adolescentes e contou com a participação ativa dos alunos.
No bate-papo que aconteceu nas instalações da ETI, os estudantes acompanharam as orientações da profissional, fizeram perguntas e compartilharam dúvidas sobre sentimentos e situações que podem fazer parte do cotidiano nessa fase da vida. Entre os assuntos discutidos estiveram a apresentação das formas de reconhecer e falar sobre as próprias emoções, buscar apoio diante das dificuldades e compreender que pedir ajuda é uma atitude de cuidado consigo mesmo.
Para os estudantes, a oportunidade de conversar abertamente sobre saúde emocional amplia a compreensão sobre o tema. Segundo um grupo de alunos que participou da atividade, momentos como esse ajudam a perceber que falar sobre o que se sente e procurar ajuda quando necessário não é sinal de fraqueza.
A diretora da ETI Cora Coralina, Michelle Moraes, lembra que atividades assim fazem parte de uma educação que considera também o bem-estar dos estudantes. “Educar também significa cuidar, ouvir e criar ambientes nos quais crianças e adolescentes possam se sentir seguros para falar sobre suas emoções”, observa.
O professor de Educação Física Heli de Souza Guimarães Junior, que acompanhou a atividade, destacou a participação de uma profissional especializada para conduzir o diálogo com os alunos. “Tratar a saúde emocional desde cedo é fundamental. Quando conseguimos trazer um profissional especializado para conversar diretamente com os estudantes, abrimos espaço para que eles possam tirar dúvidas, refletir sobre o que sentem e compreender a hora de buscar ajuda quando necessário”, citou.
