De óleos vegetais a armações de óculos, empresas com domicílio fiscal em Palmas estão conquistando espaço em diferentes mercados internacionais. Entre janeiro e setembro de 2026, a Capital figurou entre os 20 maiores municípios exportadores do Brasil em quatro grupos de produtos, revelando uma pauta comercial que vai além das commodities tradicionais.
O principal destaque foi a exportação de óleos de coco, palmiste ou babaçu, segmento em que Palmas alcançou a 6ª posição nacional, com US$ 258,9 mil comercializados no exterior.
A Capital também ocupa a 8ª posição brasileira em armações para óculos e suas partes, com US$ 29,3 mil; a 17ª colocação em minérios de manganês e seus concentrados, com US$ 30,4 mil; e a 19ª posição em obras de cestaria, com US$ 1,5 mil.
Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio do Comex Stat, e foram compilados pelo Observatório Econômico da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Empreendedorismo (Sedeem). O sistema oficial possui informações municipais atualizadas até setembro de 202 e consideram o domicílio fiscal do exportador, que pode não coincidir com o local onde o produto foi efetivamente produzido.
Diversificação
Mais do que o volume financeiro individual, os dados mostram a diversidade dos produtos vinculados às exportações de Palmas. Os óleos vegetais colocam o Município entre os seis principais exportadores brasileiros desse grupo, enquanto a posição no mercado de armações para óculos evidencia a participação de produtos manufaturados na pauta comercial.
“O ponto mais relevante é a diversificação. Palmas aparece com produtos de naturezas muito diferentes, dos óleos vegetais aos manufaturados. Isso mostra que existem empresas vinculadas ao Município acessando o mercado internacional. O próximo desafio é ampliar escala, frequência e valor agregado dessas exportações”, o economista da Sedeem, Victor Lima.
Palmas lidera
No cenário estadual, Palmas ocupa a primeira posição em exportações de 19 produtos. A Capital também aparece em segundo lugar no Tocantins na comercialização externa de tortas e outros resíduos sólidos da extração do óleo de soja, com aproximadamente US$ 1,29 milhão. Nesse segmento, Porto Nacional ocupa a primeira posição estadual.
Somados, os 19 produtos em que Palmas lidera o ranking estadual representam cerca de US$ 461 mil em exportações. Os óleos de coco, palmiste ou babaçu respondem por aproximadamente 56% desse valor.
Novos mercados
Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Empreendedorismo, Henrique Nesello, os dados ajudam a transformar informação econômica em estratégia. “Quando identificamos que empresas de Palmas já conseguem colocar produtos tão diferentes no mercado internacional, enxergamos onde existem oportunidades reais de crescimento. O próximo passo é criar condições para que mais empresas exportem, aumentem escala e agreguem valor aos produtos. Comércio exterior também é geração de negócios, renda e competitividade para a cidade.”
O monitoramento realizado pelo Observatório Econômico integra o trabalho da Prefeitura de Palmas, por meio da Sedeem, para acompanhar o desempenho dos setores produtivos, identificar tendências e apoiar estratégias voltadas à competitividade empresarial.