Com a umidade do ar abaixo de 20% e a temperatura acima de 38°C nesta sexta-feira, 18, em Palmas, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) pede que a população redobre os cuidados com a saúde durante a seca e a estiagem. Os dados são do Boletim Informativo Semanal do Programa Municipal de Vigilância em Saúde dos Riscos Associados aos Desastres, elaborado pela Superintendência de Vigilância em Saúde, que aponta a cidade no limite entre as faixas de mobilização e alerta do plano municipal. A Semus segue monitorando temperatura, umidade, qualidade do ar, focos de queimadas e atendimentos, em articulação com a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros.
Os agravos respiratórios e alérgicos levaram a 202 atendimentos entre os dias 7 e 12 de setembro deste ano. Na semana anterior (31 de agosto e 6 de setembro), foram 282 registros de atendimento desta natureza. Apesar da aparente queda, esses agravos continuam predominantes nos serviços de saúde da Capital. Somente os casos de asma tiveram 97 registros de atendimento, 48% do total; seguidos de 19 casos de alergia e reação alérgica, 15 casos de bronquiolite aguda; 14 casos de dificuldade respiratória e rinites alérgicas sazonais e 12 casos de bronquite aguda.
Seguindo os casos, houve 82 notificações de doença diarreica aguda, uma queda de 25,5% em relação às 110 da semana anterior e acidentes com animais peçonhentos foram 14 acidentes.
Prevenção
Diante do cenário de calor intenso e baixa umidade, a coordenadora técnica de Vigilância Ambiental da Semus, a bióloga Lana Rubia Rocha Souza, afirma que é fundamental reforçar a hidratação ao longo de todo o dia, com ingestão frequente de água mesmo sem sensação de sede. Ela recomenda ainda evitar a exposição solar entre 10 e 16 horas, período de maior incidência de radiação e temperaturas mais elevadas, dando preferência a ambientes ventilados e à sombra.
Lana Rubia afirma também que é importante monitorar de perto os grupos mais vulneráveis. “As crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças cardiovasculares ou respiratórias crônicas estão mais sujeitos à desidratação, ao mal-estar e ao agravamento de quadros clínicos. Além disso, deve-se evitar a queima de resíduos, pois a prática piora a qualidade do ar e aumenta o risco de incêndios em períodos de tempo seco”, diz Lana Rubia.
No caso de queimadas, a Semus recomenda proteger-se da fumaça, manter portas e janelas fechadas e usar proteção respiratória, se as autoridades de saúde recomendarem. Por fim, é essencial manter a atenção mesmo após chuvas pontuais. Esses episódios costumam trazer alívio momentâneo, mas o calor tende a retornar rapidamente e a umidade do ar volta a cair, restabelecendo as condições de risco.
Orientação
A orientação para o palmense é procurar uma unidade de saúde diante de dificuldade para respirar, piora de doença respiratória já existente, dor no peito, tontura, sinais de desidratação (como sede intensa, boca seca e urina escura) ou exaustão pelo calor.