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Saúde mental também é cuidado e acolhimento em Palmas

Em alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial, a Rede de Atenção Psicossocial da Capital participa nesta segunda-feira, 18, de uma caminhada na Praça dos Girassóis

Saúde mental também é cuidado e acolhimento em Palmas

Centros de Atenção Psicossocial realizam atendimento em modelo de portas abertas, especialmente em situações de sofrimento psíquico intenso e crise

Data da publicação: 18/05/2026

Crédito da foto: Divulgação


Quando o assunto é saúde mental ainda é comum que algumas pessoas associem o tema a estigmas e preconceitos, como “fraqueza” ou até mesmo a ideia de que o sofrimento emocional “vai passar sozinho”. Profissionais da Secretaria Municipal da Saúde (Semus) de Palmas reforçam que buscar ajuda ao perceber os primeiros sinais de sofrimento psíquico é, na verdade, um ato de coragem, autocuidado e promoção da qualidade de vida.

Em alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado em 18 de maio, a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) de Palmas participa, nesta segunda-feira, 18, às 16 horas, de uma caminhada na Praça dos Girassóis. A ação contará com cartazes confeccionados pelos próprios pacientes dos centros, falas e momentos de reflexão sobre o direito ao cuidado em liberdade, ao atendimento humanizado e ao combate ao preconceito contra pessoas em sofrimento mental.

Segundo a gerente da Rede de Atenção Psicossocial, Luana Bogo Monteiro da Silva, os primeiros sinais de alerta para a saúde mental muitas vezes aparecem de forma silenciosa, como alterações no sono, pensamentos acelerados, irritabilidade constante ou preocupações excessivas. “É importante observar a intensidade e a frequência desses sinais. Quando identificados precocemente, muitos casos podem ser acompanhados ainda na Atenção Primária, dentro da própria Unidade de Saúde da Família de referência do paciente”, explicou.

Luana relata que, em muitos casos, o usuário procura ajuda apenas quando o quadro já está agravado. “O que começou com uma insônia ocasional pode evoluir para um estado contínuo de ansiedade, em que a pessoa permanece em alerta o tempo inteiro, sem conseguir descansar física e mentalmente. Isso impacta diretamente na rotina, nas relações e na qualidade de vida”, destacou.

Tratamento adequado

A profissional reforça ainda que a saúde mental deve receber a mesma atenção da população geral dedicada a outras condições de saúde. “Assim como a pessoa acompanha a pressão arterial, diabetes ou qualquer outra condição clínica, o sofrimento emocional também precisa ser cuidado com seriedade e responsabilidade”, pontuou.

Outro ponto destacado pela gerente é a resistência que algumas pessoas ainda possuem em relação ao tratamento medicamentoso. Segundo ela, quando indicado por um profissional e acompanhado corretamente, o uso da medicação pode auxiliar no controle dos sintomas, estabilização do quadro clínico e recuperação da autonomia e qualidade de vida do paciente.

Como buscar atendimento

Em Palmas, a porta de entrada para os serviços de saúde mental são as Unidades de Saúde da Família (USFs), responsáveis pelo acolhimento inicial, escuta qualificada e encaminhamento, quando necessário. 

Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) também realizam atendimento em modelo de portas abertas, especialmente em situações de sofrimento psíquico intenso e crise. A rede conta com o Caps II, voltado ao atendimento de adultos com transtornos mentais graves e persistentes; o CAPSi, especializado no cuidado de crianças e adolescentes dentro desse mesmo perfil de acompanhamento; e o Caps AD III, destinado ao acolhimento de pessoas com necessidades relacionadas ao uso de álcool e outras drogas, inclusive em situações de crise e atendimento contínuo.

A Semus reforça que os critérios de acompanhamento especializado nos Caps seguem diretrizes técnicas da Rede de Atenção Psicossocial. Nos casos em que o usuário não necessita de acompanhamento intensivo especializado, o cuidado continua sendo realizado pela Atenção Primária, garantindo assistência e acompanhamento dentro da rede municipal de saúde.

Texto: Rodrigo Marques

Edição: Iara Cruz