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Especialista alerta como a pessoa deve tratar a conjuntivite e onde deve procurar para atendimento médico

Receitas caseiras devem ser evitadas.

Especialista alerta como a pessoa deve tratar a conjuntivite e onde deve procurar para atendimento médico

Data da publicação: 15/02/2018



A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, membrana transparente e fina que reveste a porção anterior da esclera e a face interna das pálpebras. Tem fácil contágio e é frequente na população. De acordo com o médico da Unidade de Pronto Atendimento da Região Norte (UPA Norte), Edson Pedroza Júnior,  os atendimentos relacionados às queixas da inflamação aumentaram muito nos últimos dias na unidade. “A conjuntivite pode ser facilmente detectada e tratada no próprio Centro de Saúde da Comunidade (CSC)”, observa o médico esclarecendo que basta o paciente procurar a Unidade Básica de Saúde  de referência do seu setor. 

 

O médico explica que durante o tratamento para o paciente com conjuntivite, alguns produtos devem ser evitados, ‘como receitas caseiras envolvendo suco de limão e água boricada’, já que o ácido bórico, presente na substância, pode causar outros danos aos olhos, que já estão fragilizados.

 

Ainda de acordo com o especialista, não há tratamento em caso de conjuntivite viral. "O que se pode fazer é ajudar a diminuir o desconforto do paciente, utilizando compressa de água gelada e colírio lubrificante. O ciclo do vírus dura de sete a dez dias, então o que resta é aguardar e melhorar o conforto", orienta.

 

Caso a irritação permaneça por mais de sete dias, é necessário se consultar novamente com um médico. "É raro, mas em alguns casos a inflamação pode ficar mais grave e causar cicatrizes no tecido ocular, na córnea", alerta o profissional. Nesses casos, pode ser que o paciente precise tomar anti-inflamatórios. 

 

Doença

 

A conjuntivite pode ser alérgica ou infecciosa (viral, bacteriana ou por irritação química) e pode se apresentar na forma aguda ou crônica.

 

A transmissão é feita pelo contato direto de pessoa a pessoa ou indireto, pelo uso de objetos contaminados, pelo ar, especialmente em ambientes coletivos como creches, escolas, asilos, fábricas e outros.

 

O tratamento é feito com a limpeza do olho e pálpebras com água limpa e fervida e antibiótico (em caso de bactérias) ou antiviral (em caso de vírus), de acordo com o tipo e o grau de resistência do agente que causa a doença.

 

Objetos de uso comum, como telefone, controle remoto, sabonete e toalhas aumentam as chances de avanço do vírus ou da bactéria. Para o tratamento, é recomendado um cuidado mais intenso com a higiene pessoal, com o emprego de colírios, compressas, álcool em gel, lenços de papel e toalhas e roupas de cama individuais. Lavar as mãos com frequência também ajuda. Além disso, é indicado o isolamento temporário do contato social.

 

 

 

 

 

 

 

(Edição e postagem: Lorena Karlla)