A tradição da Folia do Divino Espírito Santo esteve no Paço Municipal de Palmas na tarde desta quarta-feira, 22. Com cantos, rodas e catiras, os foliões levaram ao prédio da administração municipal uma das mais antigas manifestações da cultura popular brasileira, marcada pela religiosidade, pelo folclore e pela devoção cristã.
Em nome do prefeito Eduardo Siqueira Campos, o secretário-chefe de Gabinete, Carlos Júnior, destacou o simbolismo da visita e o acolhimento da gestão à manifestação. “Recebemos a Folia com muita emoção. É a expressão de uma fé que se mantém viva ao longo do tempo e que chega até nós trazendo bênçãos. Esperamos que todos se sintam acolhidos neste espaço, que também é do povo”, afirmou.
A Folia do Divino tem origem no período colonial e permanece presente em diversas regiões do país, preservando saberes e tradições repassadas de geração em geração.
Fé e identidade cultural
Presente na recepção, a presidente da Fundação Cultural de Palmas, Luara Aquino, ressaltou a importância da manifestação para o Município. “Cada visita como essa fortalece a nossa fé e reafirma o valor das tradições que fazem parte da identidade cultural de Palmas”, destacou.
Representando a Comunidade Remanescente Quilombola Baião, localizada no município de Almas, Maria Eduarda enfatizou o papel da folia como expressão de resistência cultural. “Estamos na Capital mostrando nossa cultura, nossa ancestralidade e identidade. É uma tradição que vem sendo passada de geração em geração e agora é a nossa vez de manter e compartilhar esses saberes”, afirmou. O folião Loeni Pereira dos Santos reforçou o sentido espiritual da tradição. “A importância da folia é levar a palavra de Deus e abençoar as comunidades por onde passamos”, disse.
