A Guarda Metropolitana de Palmas (GMP) promoveu, nesta quarta-feira, 6, mais uma etapa do curso de Estágio de Qualificação Profissional (EQP), com foco no aprimoramento do atendimento à população, especialmente em casos de violência contra a mulher.
A formação teve como tema ‘Técnicas de Atendimento Humanizado e Escuta Qualificada’, abordando práticas essenciais para uma atuação mais sensível, técnica e eficaz dos agentes, conforme os princípios estabelecidos na Lei Maria da Penha.
A escuta qualificada no contexto da Lei Maria da Penha é um dos pilares do atendimento às mulheres em situação de violência. Ela vai muito além de ‘ouvir’, trata-se de um método técnico e humanizado de acolhimento, que busca garantir proteção, respeito e efetividade na atuação dos agentes públicos.
Capacitação
A capacitação foi conduzida pela integrante da GMP, Letícia Bordin, que coordena o programa Patrulha Mulher Segura, da Guarda Metropolitana de Palmas. De acordo com a instrutora, Letícia Bordin, a escuta qualificada é a base do atendimento humanizado. “Sem ela, não há como garantir um acolhimento eficaz. É por isso que esta capacitação dentro do EQP é fundamental para toda corporação, pois nossos agentes são treinados para lidar com situações delicadas de forma técnica e sensível”, disse.
Preparo dos profissionais
O curso está acontecendo das 8h30 às 12 horas, na Escola de Governo de Palmas (EGP), e integra as ações contínuas de qualificação da corporação, com o objetivo de fortalecer o preparo dos profissionais no acolhimento de vítimas, garantindo um atendimento mais empático e alinhado às diretrizes legais.
Para a guarda metropolitana Jaqueline Santos Sonego, a capacitação sobre a escuta qualificada é de suma importância para o atendimento às vítimas. “A Lei Maria da Penha, é a maior e mais importante lei que aborda e que protege as mulheres da violência doméstica, pois, com ela, aprendemos que a violência doméstica não é apenas física, mas ela pode ser emocional, patrimonial, sexual, e psicológica. Por isso, é muito importante para o guarda estar preparado para trabalhar a frente dessa demanda que, infelizmente, é muito grande em nossa capital”, concluiu.
A iniciativa reforça o compromisso da Guarda Metropolitana com a proteção dos direitos humanos e o enfrentamento à violência de gênero, investindo na formação de seus agentes para uma atuação cada vez mais humanizada.

